domingo, julho 31, 2005


Veja e Folha de S. Paulo

DENÚNCIA SEM PROVAS

Revista "Veja" publica denúncia contra Dirceu mesmo sabendo que documento é duvidoso
A suspeita sobre o envolvimento do amigo de Dirceu com o empresário Marcos Valério foi lançada em reportagem da revista Veja desta semana. A matéria intitulada “Aonde Dirceu vai...Bob vai atrás” se baseia na cópia de um suposto fax com papel timbrado do Banco Rural autorizando "Roberto Marques" a receber R$ 50 mil referente ao cheque 414270, da empresa SMPB Comunicação em uma agência da instituição em São Paulo.
Os editores da revista Veja foram informados pela própria CPI dos Correios que o documento é provavelmente falso. Mesmo assim, a revista resolveu que politicamente era oportuno publicar a denúncia uma vez que ela ajuda a desmoralizar o ex-ministro José Dirceu perante a opinião pública à vésperas do depoimento que Dirceu fará na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados no dia 2 de agosto.
Documento assinado pelo deputado Carlos Abicalil, subrelator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, esclarece que a autenticidade do tal fax está sob suspeição pois não guarda nexo com os saques e a movimentação bancária; as assinaturas de autorização não conferem com o padrão das demais autorizações e não consta entre os papéis outro documento que confirme a condição de sacador pela pessoa supostamente autorizada. "Por essas razões, a CPMI não considera tal documento como válido para dar suporte às constatações sobre os saques", informa Abicalil.

sábado, julho 30, 2005


Moradora da cidade, pescando a janta no fim da tarde! Vida ruim n�!

Ao fim da tarde o mar toma uma das praias

Largatixa branca!

Uma das praias

Parece que o ceu esta pegando fogo!

Cartao Postal!

Nao e montagem, podem acreditar!

Linda

Anoitecer

quinta-feira, julho 21, 2005

Comunidade

Não a comunidade de iguais, quase uma síntese cinza de um mundo sem diversidade, que habita condomínios e exige crachá para a existência. A vida em comunidade implica a diferença e, até mesmo, o horror de ver a diferença se tornar injustiça. O grito das periferias – alô comunidade – é uma convocação para o bom combate. João PauloEditor de Cultura

Pelo bem de todo o povo é preciso que todas as denúncias sejam esclarecidas e condenados os culpados. Porém, é preciso primeiro encontrar provas. Boatos não podem ser premissas para conclusões.

Jornal Nacional é Repudiado por Própios Jornalistas

JORNAL NACIONAL Edição no limite da irresponsabilidade
Venício A. de Lima (*)

Na quinta feira (14/7), sob o selo "exclusivo", o Jornal Nacional da Rede Globo abre com uma chamada de William Bonner sobre matéria de quase sete minutos de duração que fecharia o telejornal:

"A agência do Banco Rural em Brasília que se tornou famosa no escândalo do mensalão não foi visitada apenas por integrantes do Partido Liberal, do Partido Progressista, do PTB e do PMDB. O cruzamento de dados feito por um deputado – e obtido pela jornalista Cristiana Lobo – mostra que petistas, ou parentes ou assessores e funcionários de petistas, também estiveram na agência. Em quatro casos, as visitas se deram em dias em que emissários de empresas de Marcos Valério fizeram saques volumosos. Em cinco casos, o relatório do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] não registra saques de 100 mil reais ou mais".
No correr da matéria, é entrevistado o autor dos cruzamentos, o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ). Como se sabe, ele é o líder do PFL na Câmara dos Deputados, um dos principais partidos de oposição ao PT, e filho do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, também do PFL. O deputado fala sobre o cruzamento de dados e, a seguir, William Bonner registra o nome dos nove deputados do PT, associando cada um ao respectivo assessor/parente e aos saques no Banco Rural.

Após a apresentação da lista, Bonner relata as negativas dos deputados acusados. O único petista que aparece falando é o deputado Paulo Rocha (PT-PA), que diz ter apenas a informação de que sua funcionária esteve numa clinica neurológica no mesmo prédio, um shopping no centro de Brasília.
O que a matéria sugere de forma inequívoca é que deputados do PT sacaram ou mandaram sacar dinheiro no Banco Rural – estando, portanto, também envolvidos diretamente no "escândalo do mensalão" (expressão usada na abertura do JN).
De volta ao assunto

Não houve qualquer cuidado em checar as informações. O fato de deputados petistas ou pessoas a eles relacionadas terem estado no shopping onde se localiza o Banco Rural foi associado, sem mais, ao "escândalo do mensalão". O cruzamento de dados atribuído ao líder do PFL foi considerado como critério suficiente para a veracidade da informação.
Seriam os nomes relacionados verdadeiramente nomes de auxiliares e/ou parentes dos deputados petistas ou seriam homônimos? Haveria explicações razoáveis para que eles tivessem ido ao prédio onde se localiza o Banco Rural ou mesmo ao próprio banco naquelas datas? Seria boa ética e bom jornalismo estabelecer a associação de nove deputados petistas com práticas suspeitas no telejornal de maior audiência do país sem que essas checagens fossem feitas?
Na sexta feira (15/7), a irresponsabilidade jornalística e ética da matéria do Jornal Nacional da Rede Globo começou a aparecer à luz do dia.

O jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo, foi o primeiro a escrever em seu blog:
"O levantamento feito pelo líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), relacionando a ida de funcionários e familiares de deputados do PT à agência do Banco Rural em Brasília com saques feitos numa agência de Belo Horizonte foi uma das maiores monstruosidades que já vi desde que cheguei em Brasília, em 1987. (O episódio é mais diabólico ainda. Quando escrevi estas linhas, às 1h31min da madrugada de sexta-feira, ainda não sabia que funcionários do nobre deputado também tinham ido ao Rural e que esta informação foi omitida para a reportagem do Jornal Nacional)."

Pela manhã já circulava em Brasília a informação de que o tal cruzamento de dados na verdade havia sido feito por jornalista do Correio Braziliense na assessoria de informática (?) do PFL. O resultado, no entanto, teria sido abandonado pelo jornal porque a checagem dos nomes havia levado à conclusão de que a lista não era confiável. A base de dados que teria ficado na assessoria do PFL foi, então, utilizada por seu líder Rodrigo Maia para municiar o Jornal Nacional.

À noite, o JN volta ao assunto revelando que o próprio líder do PFL tinha dois auxiliares que também freqüentaram a agência do Banco Rural, apresentando a justificava de alguns dos deputados petistas e criticando a Câmara dos Deputados por não disponibilizar uma relação completa e atualizada de seus funcionários para que novo cruzamento fosse feito entre os freqüentadores do shopping onde se localiza o banco e os saques atribuídos ao "mensalão"! Em nenhum momento houve qualquer reconhecimento da irresponsabilidade do dia anterior.
Compromissos claros

No sábado (16/7), o próprio Correio Braziliense, em matéria assinada pelo jornalista Lúcio Vaz, relata como o tal cruzamento de dados teria surgido, confirmando as versões que já circulavam entre jornalistas.

Em entrevista ao Correio, o líder do PFL afirma que fez o cruzamento de dados a pedido da TV Globo que – em suas palavras – estaria "querendo pegar o PT". Além disso, afirma ter advertido a TV Globo para a presença de homônimos na lista, para o fato de que pelo menos uma das visitas ao Banco Rural ter ocorrido em 2002 e, sobretudo, pela presença na lista de nomes insuspeitos como os dos deputados petistas Wasny de Roure (DF), Paulo Delgado (MG) e Sigmaringa Seixas (DF). No entanto, afirma Maia, não foi ouvido pela Globo.

Em artigo anterior escrevi que não se sabe onde a atual crise irá desembocar, mas certamente, não só os políticos mas também a grande mídia deverá ser avaliada, em futuro próximo, pelo seu comportamento e por seu compromisso com os interesses maiores da sociedade brasileira e com o processo democrático.

O Jornal Nacional da Rede Globo já deixou claro qual é o seu comportamento e quais são os seus compromissos.

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=338IMQ001

domingo, julho 17, 2005

Documentos Mostram Relação Antiga Entre PSDB/PFL e Marcos Valério

A mala vista por dentro

PSDB, PFL e PP receberam dinheiro de Marcos Valério

Um pacote de documentos em poder do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, sobre operações bancárias dos últimos sete anos, mostra que muitos outros dirigentes políticos foram beneficiados por contribuições remetidas por sua agência de publicidade SMPB. Um desses depósitos, por exemplo, foi para o deputado mineiro Custódio de Mattos (PSDB), ex-líder do PSDB na Câmara, que foi agraciado com dois pagamentos - um de R$ 20 mil e outro de R$ 5 mil, que lhe chegaram pelo Banco Rural.

Um segundo recibo, no valor de R$ 100 mil, foi para a conta de um deputado do PP mineiro, Romel Anízio. Um terceiro teve como destinatário outro deputado do PP, Gil Pereira (MG), que ficou com R$ 25 mil. Nenhum desses dirigentes políticos declarou, em suas prestações de contas à Justiça Eleitoral, os valores recebidos de Valério. As informações estão em reportagem da revista Época que começo a circular ontem (17) nas bancas.
Segundo a revista, as transferências aconteceram durante 13 dias, entre 26 de setembro e 8 de outubro de 1998, exatamente na linha de chegada das eleições parlamentares daquele ano. Feitas as contas, as contribuições - todas partidas da agência SMPB - totalizaram R$ 10,6 milhões. Desse valor, o PT teria recebido R$ 850 mil, em quatro pagamentos. Quem ficou com a maior cota, no entanto, foi o PFL, que recebeu R$ 1,3 milhão dividido entre vários candidatos. Ao PSDB couberam, prossegue a denúncia, R$ 647 mil.
Jornal Nacional

A revelação sobre essas contribuições coincide com a declaração feita por Marcos Valério, em conversa com o procurador-geral da República, de que ele teria mais a dizer sobre os milhões de saíram de suas empresas e que havia muito mais gente envolvida além de petistas. O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, confirmou, em entrevista ao Jornal Nacional de ontem (17), que fez vários empréstimos de boca com Marcos Valério no valor de quase R$ 40 milhões.

Delúbio colocou a culpa no sistema eleitoral que, segundo ele, obrigaria os partidos a manterem uma contabilidade irregular e ressaltou que fez tudo sozinho. Segundo Delúbio - que assumiu toda a responsabilidade pelo empréstimos -, nem o presidente Lula, nem o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, nem o ex-presidente do partido José Genoino sabiam dessas transações. Ele argumentou que o PT não trata de assuntos financeiros com o governo. "Partido é partido, governo é governo", afirmou Delúbio.
Compra de voto

"As campanhas eleitorais têm dinheiro que não é contabilizado. A direção anterior do PT sabia disso. A nova direção, sob o orientação de Tarso Genro, foi informada agora. O companheiro Genoino e a direção anterior sabiam que tinha de ser feita uma campanha eleitoral e designaram a mim esta questão", disse Delúbio na entrevista. Segundo o ex-tesoureiro do PT, o primeiro empréstimo foi feito em 2002 para cobrir dívidas dos diretórios regionais depois das eleições. Delúbio ressaltou que a campanha do presidente Lula à Presidência não fez parte do esquema. O dinheiro do segundo empréstimo seria usado na preparação do PT para as eleições de 2004.

Delúbio também voltou a negar a existência do esquema do "mensalão", denunciado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). "Não tem compra de voto. Não tem compra de deputado para votar a favor do governo. O PT não compra votos. Tem hora que o governo ganha, tem hora que o governo perde", afirmou. Delúbio tentou explicar como Marcos Valério aceitou fazer os empréstimos sem nenhuma garantia real. "Ele queria ser o publicitário do PT, ele tentou pegar as campanhas eleitorais. Era um desejo de ampliar suas agências de publicidade para o marketing eleitoral", afirmou.
Tarso Genro

Segundo o ex-tesoureiro, o fato de ele concordar em falar sobre o assunto um dia depois da entrevista de Marcos Valério foi apenas uma coincidência. Delúbio justifica o caixa dois para financiar as campanhas eleitorais do PT e de partidos aliados em 2004 e para quitar dívidas que os petistas contraíram nas campanhas de 2002. "A campanha eleitoral tem recursos não contabilizados. Estou assumindo esta questão", disse. Segundo ele, os empréstimos feitos por Valério para o PT beiram os R$ 39 milhões.

Em nota o presidente do PT, Tarso Genro, disse que o partido tomou conhecimento do depoimento do ex-tesoureiro somente por intermédio dos meios de comunicação. "Para que manifestemos um juízo sólido sobre o assunto, precisamos lê-lo e examiná-lo em conjunto com a Comissão Executiva Nacional do PT, que se reúne na próxima terça-feira (19)", diz a nota. Tarso Genro disse ainda que o partido irá colaborar para que todas as questões que envolvem denúncias sejam rigorosamente apuradas, "não somente para avaliação de responsabilidades, mas também para o aprimoramento das instituições políticas, da legislação eleitoral e do processo democrático em nosso país".
Com agências

sábado, julho 16, 2005

Bandidos do PSDB e PFL Roubaram 59,2 bilhões do Brasil!

Eles não estão interessados em limpar o Brasil! Foram eles que roubaram o nosso país e instalaram corrupção como cultura pública!

Vale do Rio Doce R$ 17 bilhões + TRT-SP R$ 169 milhões + Montreal R$ 21 milhões + Telebrás (BNDES/banco Opportunity): R$ 24 bilhões + Socorro aos bancos Marka e FonteCidam: R$ 1,6 bilhão + Precatórios: R$ 3 bilhões + Pasta Rosa: R$ 9,6 bilhões + Caso Sivam R$ 3,4 bilhão + Reeleição FHC R$ 400 mil (é muito maior) = Total R$ 59,2 bilhões de reais.

- Sivam: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público.

- Pasta Rosa: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico.
- Precatórios: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.
- Compra de votos: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação > da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.
- Desvalorização do real: Num nítido estelionato eleitoral, o governo promoveu a > desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.
- Privataria: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram > conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.
- CPI da Corrupção: Em 2001, chafurdando n lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune.

- Eduardo Jorge: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a "falta de ética" do governo Lula.

Vale do Rio Doce: Empresa tinha renda anual médio de 700 milhões de dólares à época, em 1995 a renda foi de R$ 6 bilhões. Ricardo Sérgio de Oliveira, diretor do Banco do Brasil e arrecadador de fundos da campanha de FHC, desempenhou papel especial nessas privatizações. Teria ele ganho uma comissão de 15 milhões na venda da Vale, que rendeu um desfalque de 17 bilhões de reais aos cofres públicos. (CPI barrada pelo PSDB e PFL).

Apesar de todas as privatizações e do pagamento de juros, FHC pegou tanto dinheiro no FMI que elevou a dívida externa brasileira de US$ 60 bi para US$ 800 bi (esse dinheiro nunca chegou para o povo – onde será que ele está?!) Esses números não foram usados para a conta. (CPI barrada pelo PSDB e PFL)

E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC. Nada foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve estar arrependido dessa bondade!
Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara, tem interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter como subproduto a privatização dos Correios, acelerando a tramitação do projeto de lei 1.491/99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o monopólio estatal dos serviços postais.
Um estudioso de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa memória política da década recente e a colocou na rede.

sexta-feira, julho 15, 2005

Polícia Federal Prende Bandidos da Daslu e Mídia EsbraVEJA contra a Ação! Será Porque?

Há pouco mais de dois anos as operações da Polícia Federal eram conhecidas por uma única qualificadora: "caixa-preta". Agora, no momento em que uma equipe de policiais e especialistas em comunicação resolve dar transparência às ações policiais, as oligarquias do crime organizado e seus advogados começam a urrar como leões feridos. Querem amordaçar a Polícia Federal, intimidá-la, retirando-lhe a necessária independência num momento político em que ela é fundamental para o país. O ódio contra a PF cresceu entre os defensores do crime organizado. E a mídia começa a se mostrar mais receptiva a essas estranhas vozes.

Nos jornais, muitos governistas falam que a PF está comprometida com os tucanos. Já os tucanos acusam a Polícia Judiciária da União de ser petista. Os advogados dizem que a PF está cumprindo a lei de uma maneira que não lhes convém. E isso acontece, principalmente, quando a polícia, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, com a respectiva autorização de mandados judiciais, entra em escritórios prendendo alguns bacharéis do crime organizado.

Querem cabresto

A PF está mexendo com os interesses da elite e já perturba parcela da mídia ligada ao capital de maneira promíscua. Esta não é a primeira vez que uma instituição do Estado desempenha um papel importante contra a corrupção e sofre tentativas reacionárias de mordaça. O Ministério Público já foi vítima de uma tentativa de lei para calá-lo. E tudo aconteceu no auge de sua atuação contra a criminalidade.

Não há ação da polícia sem autorização de um magistrado. Trata-se de condição sine qua non. A PF não é sheriff e briga muito para conseguir provas e argumentos legais contra os bandidos desse país, pessoas amplamente defendidas pela lei.

Joziel Brito de Barros (*)

Os Moinhos Continuam em Pe!

Enquanto a Mídia Mundo Reconhece os Avanços do Brasil, a Mídia de Cá Continua o Golpe!

O tradicionalíssimo jornal francês Le Figaro diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo "festejado" em Paris, apesar de se ver "enfraquecido" em Brasília. E que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, "não engole" o "sucesso" do petista no exterior.

Em várias reportagens, o diário parisiense, que não pode ser acusado de simpatias esquerdizantes, relata a programação de Lula durante sua visita à França e a crise que vem enfrentando no Brasil.

E mais adiante, com fina e francesa ironia: "O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sabia como ninguém render homenagem, na mesmoa Sorbonne, à herança do Século das Luzes e do positivismo de Augusto Comte. Mas Lula é o primeiro brasileiro a sacudir a frança e os seus pares do Grupo dos oito países mais industrializados (G8) sobre a responsabilidade que têm em relação aos mais pobres, em particular a África."

"Lula conseguiu instalar seu país na dianteira da cena internacional", avalia o Figaro. "Em dois anos e meio, ele reafirmou a ancoragem do Brasil na América Latina, jogando um papel-chave em todos os conflitos regionais, no Haiti mas também no Equador, na Bolívia, na Venezuela. Em maio último, Brasília também hospedou a primeira cúpula dos países árabes e latino-americanos. Lula ainda visitou 13 países da áfica, "este continente cuja existência a elite brasileira prefere esquecer, para sonhar com Londres, Paris, Nova York e Madri", ironizou Lula.

"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que não engole o sucesso de Lula no cenário internacional, achou por bem lhe aconselhar a não se candidatar para ter uma saída honrosa", diz o jornal. Mas o Le Figaro também diz que pesquisas mostram que o presidente mantém sua popularidade e que os mercados financeiros seguem confiando no governo. Um artigo de Lamia Oualadou, na edição de ontem (14), relata que "Lula eletrizou" sua platéia ao falar na Sorbonne, sobre o Haiti, e polemizando com o presidente francês, Jacques Chirac, que "a democracia não é apenas o direito de gritar que se tem fome, é principalmente o direito de comer".

terça-feira, julho 12, 2005

A Mídia Podre Começa a ser Desmascarada!

MÍDIA & CRISE POLÍTICA Revistas dão vexame e ninguém se incomoda
Alberto Dines
A mídia ligou os holofotes, mas detesta holofotes em cima dela. Acionou o ventilador giratório, mas esconde que a lama respingou nela. Adora fazer barulho, desde que o barulho não seja sobre ela. É um fenômeno, essa nossa mídia.
Ágil, criativa e ousada mas, ao mesmo tempo, penosa, omissa e pusilânime. A transfiguração da bela em fera dá-se apenas em uma circunstância: quando lhe oferecem um espelho. Basta ver-se equiparada às instituições dos comuns mortais, nossa alada mídia vira bruxa. Ou um tiranossauro.

Foi uma matéria de capa na Veja (edição 1.905, de 18/5) que deflagrou a cascata de escândalos que está virando o país de ponta-cabeça. Mas quando a CPI dos Correios, criada pela repercussão desta matéria, desvendou na terça-feira (5/7) como esta matéria foi realizada e quem a realizou, o quinto maior semanário do mundo comporta-se como um panfleto paroquial: por pudor ou despudor, omitiu dos leitores qualquer referência sobre esta revelação.

Em sua última edição (1.913, de 13/7, página 9), a Veja comporta-se como a grande vestal da crítica da imprensa. Denuncia o denuncismo, defende a apuração diligente, parece até fiel seguidora deste Observatório, não fosse a omissão sobre as constrangedoras confissões do araponga-videomaker-e-agora-jornalista Jairo Martins sobre as suas promíscuas relações com a sucursal brasiliense.

Operação de compra e venda

Não apenas a Veja enrustiu seus pecados perante a opinião pública. No dia seguinte, quarta-feira, foi a vez do lobista Marcos Valério revelar diante da CPI e das câmeras de televisão que a reportagem de capa da IstoÉ Dinheiro com a entrevista-bomba de Fernanda Karina, programada para sair em setembro do ano passado, foi engavetada depois da visita de Marcos Valério a Domingo Alzugaray, dono da Editora Três, responsável pela publicação da Istoé Dinheiro. O lobista revelou ainda que pagou R$ 300 mil ao jornalista Gilberto Mansur, funcionário da editora e seu consultor.

Menos de 24 horas antes, no programa Observatório da Imprensa na TV, o repórter Leonardo Attuch, autor da matéria com Fernanda Karina, declarava peremptoriamente que a matéria não foi publicada em setembro de 2004 por falta de provas; negava, também peremptoriamente, qualquer encontro com Marcos Valério. O depoimento no dia seguinte de Marcos Valério mostrou que o jornalista mentiu duas vezes: esteve com Marcos Valério e a razão que impediu a publicação daquela bomba não foi a falta de provas, mas o peso dos R$ 300 mil pagos à Editora Três.

Na última edição da IstoÉ (o carro-chefe da Editora Três, com data de 14/7, na página 29), numa pequena e ardilosa nota, tenta-se defender Gilberto Mansur (que não precisa ser defendido, foi apenas intermediário de uma operação de compra e venda) e tira-se de cena o ex-galã de fotonovelas Domingo Alzugaray, atual publisher da editora.

Gentleman’s agreement

A revista Época, completamente livre para mostrar à opinião pública os lamentáveis tropeços dos concorrentes, de repente foi atacada de um inopinado surto de discrição e solidariedade. Parecia uma lady inglesa que finge um pigarro para não revelar as malícias da vizinha. Com o título "Bastidores da notícia", descreve rapidamente as transações da IstoÉ, mas ignora totalmente o modus operandi investigativo da Veja (edição 373, 11/7, página 38).
O recato dos semanários sobre as mazelas do setor contrasta vivamente com o esbanjamento de indignação no relato sobre as patranhas do PT, do Executivo e do Legislativo. E não foi acidental. Os jornalões de quarta e quinta-feira (6 e 7/7) também foram omissos ou, na melhor das hipóteses, parcimoniosos ao contar os vexames das revistas na CPI dos Correios. Na quarta-feira, sobre a Veja, a Folha publicou pequena nota, O Globo algo ligeiramente maior e o Estadão, nada. Na quinta-feira, sobre a IstoÉ, apenas o Estadão registrou as constrangedoras revelações de Marcos Valério.

A fleuma não foi casual, é pactual. Faz parte de um histórico gentleman’s agreement, acordo de cavalheiros, montado no início dos anos 1980 (como reação à greve dos jornalistas) que resultou na criação da ANJ (Associação Nacional de Jornais, onde se incluía a Editora Abril). Mais tarde, em função de interesses específicos, a ANJ gerou um filhote, a Aner (Associação Nacional de Editoras de Revistas), controlada pela Abril mas no momento presidida por Carlo Alzugaray, filho de Domingo.

Falta alguém na CPI

Como esperar, então, que a Aner condene a falta de decoro de duas poderosas associadas e que a loquaz e beligerante ANJ saia em defesa do bom nome da imprensa, se o grande pool da mídia impressa foi montado justamente para abafar as críticas?

Esta atuação corporativa tem origem fisiológica e pode ser flagrada no episódio da custosa campanha de publicidade para promover a imagem da Câmara dos Deputados, então comandada pelo desastrado João Paulo Cunha (PT-SP).
Num país verdadeiramente democrático, com uma imprensa verdadeiramente independente, seria inconcebível que o Poder Legislativo usasse o dinheiro do contribuinte para lustrar a imagem de uma instituição que abriga 300 picaretas.

Não obstante, a campanha foi lançada com estardalhaço no ano passado na TV, no rádio, em jornais e revistas. Nenhum veículo jornalístico protestou contra este abuso. Exceto este Observatório [ver remissão abaixo].

Ninguém quis abrir mão dos caraminguás que a Câmara distribuía tão generosamente. Agora descobre-se na CPI que o deputado João Paulo Cunha contratou uma das agências de Marcos Valério para promover a gastança na mídia. Se 10 meses atrás algum jornal ou jornalista tivesse se indignado diante da promiscuidade do Legislativo com a imprensa, parte dos escândalos poderiam ter sido abortados.

Nesta última semana, ficou claro que falta alguém na CPI. Mas nenhum dos seus integrantes terá coragem para fazer esta convocação.

segunda-feira, julho 11, 2005

A Crise e O Modelo Paulista

O deputado federal Paulo Delgado (MG) tem dito que a atual crise tem seu núcleo em disputas entre os paulistas. “É preciso desmontar um modelo de gestão paulista do PT. A crise é conseqüência da disputa entre as facções paulistas de João Paulo Cunha, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante. José Dirceu escreveu a peça”, disse o deputado. Esse “modelo paulista” vem se mostrando perverso ao Brasil. Há uma necessidade absurda em manter o poder nas mãos dos dirigentes paulistas. E o que vemos é só desgraça.

Esse modelo começou a mostrar ruínas com a vitória do Severino para a presidência da câmara dos deputados, onde o Dep. Luiz Eduardo (PT-SP) perdeu vergonhosamente. Foi um recado claro, que o Brasil deve ser governado por representantes de todos os estados.
Segundo Paulo Delgado, coube ao deputado federal Virgílio Guimarães levar o publicitário Marcos Valério para o PT. “Mas quem chocou esse ovo não foi Minas. Foi São Paulo. Porque em Minas o PT não tem relação com a SMP&B. A agência aqui tem relação com o PSDB”, afirma o parlamentar. Delgado foi além. Disse que antes do governo Lula a SMP&B mantinha estreitas relações com o PSDB nacional, já que todos os contratos da agência, exceção ao dos Correios, vêm dos tempos de Fernando Henrique Cardoso.

Nesses tempos de denúncias, não há nenhuma outra opção, ainda bem, que não seja a de exigir que se investigue tudo. Contudo, temos que ter claro que o governo é um governo que tem proximidades com o povo. É uma experiência histórica que não devemos abandonar. Afinal, abandoná-lo é admitir a volta do Grupo liderado por FHC ao poder, e com eles o povo é o menos importante. Eles só não venderam o restante do país porque não deu tempo, não vamos dar esse tempo a eles.

domingo, julho 10, 2005

FHC quer Acabar com a Corrupção! Quem Acredita Nisso!

O procurador geral da República Geraldo Brindeiro ficou conhecido, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, como o “engavetador-geral da República”.
De todos os 626 inquéritos que passaram por sua mesa até maio de 2001, 242 foram engavetados e 217 arquivados.
Dos 242 que ficaram parados na gaveta do procurador, 194 tinham deputados federais como réus. Outros 33 se referiam a senadores, 11 a ministros e ex-ministros e 4 ao próprio presidente FHC.
Esse foi o tom do “combate” à corrupção durante o longo reinado tucano, indicado já em janeiro de 1995 quando FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação criada pelo governo Itamar para combater a corrupção.
Em 2001, sob a ameaça de uma CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria Geral da União que, naquela época, ficou notável por abafar denúncias. No atual governo, a CGU tem papel central no combate à corrupção.
Muitos casos rumorosos tiveram sua apuração por uma CPI impedida, durante o governo FHC, por uma eficiente operação-abafa. Entre eles destacam-se:
• O caso Sivam/Sipam, com acusações de tráfico de influência e de corrupção, que derrubou o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra e dois assessores próximos de FHC, Júlio César Gomes dos Santos e Francisco Graziano.
• As acusações de compra de votos para aprovar a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, foram condenados por receber 200 mil reais para votar a favor do projeto; outros três deputados foram absolvidos pelo plenário da Câmara. A operação abafa de FHC impediu que uma CPI investigasse o caso.
• A privatização da Cia Vale do Rio Doce. A Vale, empresa lucrativa e estratégica para os interesses do Brasil, foi leiloada por apenas 3,3 bilhões de reais, embora valesse pelo menos 30 bilhões. Foi um dos negócios mais nebulosos da era FHC.
• A privatização da Telebrás, um jogo de cartas marcadas, com o nome de FHC envolvido em gravações que mostraram o envolvimento de lobistas com autoridades e repasse de informações privilegiadas. A Telebrás foi leiloada por 22 bilhões de reais apesar de, nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo ter investido mais de 21 bilhões reais no setor. Além disso o BNDES financiou metade da entrada de 8 bilhões de reais dada pelos compradores; uma rapinagem que nunca foi investigada.
Sem falar que apesar de ter vendido quase todo o Brasil para o Capital Estrangeiro, a atual oposição, recbeu de Itamar Franco um país com um dívida externa de 60 bilhões de dólares e entregou em 800 bilhões de dólares.
ALGO DE PODRE SOA NO AR!!!!!!!!!!!!!

Ante nossa indignação pela corrupção, algo soa estranho a tudo isso. Nada foi provado até agora. Nenhuma prova! Isso é muito estranho, tanta denúncia e nenhuma prova. Recentemente um dirigente do PT apareceu com muito dinheiro na mala e cem mil dólares na cueca. Será que diante de tal crise alguém iria ter tal atitude?! São perguntas que a imprensa não investiga e ninguém responde. Isso tudo cheira a golpe!

Enfrentar e vencer a ação golpista

Contra a investida da direita, o governo precisa punir exemplarmente os corruptos, adotar uma agenda positiva, reconformar a maioria e mobilizar a sociedade
O ataque contra o governo é intenso, e a oposição conservadora, que representa principalmente os interesses do grande capital financeiro internacional e brasileiro, usa todos os meios de que dispõe – sua representação parlamentar, governadores de Estado e, principalmente, a grande imprensa, onde prolifera há décadas a defesa do programa neoliberal e da subordinação do Brasil aos interesses do imperialismo.
Essa virulência cujo alvo é um governo que estas forças não controlam não é novo, e repete situações semelhantes já ocorridas na história da República, desde Floriano Peixoto. Foram essas mesmas forças, com a mesma bandeira falsamente moralista, que levaram ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1964, que tentaram impedir a posse de Juscelino Kubitschek em 1955, que conspiraram contra João Goulart de 1961 a 1964, e que tentaram vilipendiar Itamar Franco em 1993. E que estiveram no governo com os militares direitistas de 1964, com Fernando Collor de Mello em 1990 e com Fernando Henrique Cardoso de 1995 a 2002, forças que estiveram não só atrás dos desmandos dos governos autoritários mas, principalmente, foram o esteio do programa neoliberal contrário aos interesses dos trabalhadores, da economia brasileira e da soberania nacional. Governos que enfrentaram fortes denúncias de irregularidades, jogadas para baixo do tapete por operações abafa de triste memória.
No tiroteio pela imprensa dos últimos dias, uma frase quase não foi notada. Ela foi dita pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles, no dia 7, em discurso na posse de novos procuradores da República, onde relativizou as suspeitas de corrupção levantadas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reconhecendo que o Brasil passa por momentos difíceis, disse que a “imprensa hiperavalia” o quadro e “faz um manchetismo danado”, e que não se deve “apavorar nem se amedrontar por causa disso”. É uma opinião importante, dada pela única autoridade que, no país, tem o poder de iniciar, no Supremo Tribunal Federal, qualquer ação contra o presidente da República.
O presidente Lula, aliás, foi autor de outra frase significativa nesta crise.
Durante o 4º Fórum Global de Combate à Corrupção, ocorrido em Brasília, dia 7, ele assegurou que “cortará na própria carne se necessário”, para esclarecer e punir as denúncias. Ao mesmo tempo, garantiu que vai estimular o Congresso a desenvolver suas investigações. “Independentemente do uso político-eleitoral que alguns estão fazendo, no meu governo levarei as investigações até as últimas conseqüências. Por isso jurei a Constituição. Sou o principal guardião das instituições deste país, funcionário público número um”, afirmou o presidente, que recusou o uso de panacéias para “enfrentar problemas que se arrastam por décadas, quando não por séculos”.
O combate é político, e seu alvo é 2006; Lula tem razão: é preciso investigar, julgar e punir aqueles que cometeram crimes contra o patrimônio público. Mas as ações precisam ir adiante, para consolidar a ação do governo, fortalecer a avaliação favorável que o povo faz do governo e derrotar a investida da direita neoliberal. O governo precisa adotar uma agenda positiva, reconformar a maioria parlamentar e mobilizar a sociedade.

domingo, julho 03, 2005

O Golpe Vai se Desenhando Claramente!

O Golpe vai se desenhando. Cada dia ele está mais claro. A elite, através de seu instrumento, a mídia comprada, direciona seu canhão de acusações para o lado que deve ser massacrado. Não importa a corrupção. Aliás, ela é a que menos importa. Não se busca limpar o Brasil, se busca tirar um grupo e substituir por outro.

O último capítulo aconteceu recentemente. O PMDB que até então não tinha recebido nenhuma acusação de corrupção, é convidado pelo Presidente da República para compor novos ministérios no governo federal. Imediatamente o PSDB, PFL e a mídia começam a dizer que se o PMDB apoiasse o Governo Lula na atual reforma ministerial isso prejudicaria a democracia no Brasil, era uma ameaça velada. Um recado, os canhões da direita será direcionado para qualquer um que se juntar ao Governo.

O PMDB, então dividido entre os que apóiam o Governo e os que querem se juntar ao PSDB, se reúne. E pelos votos da maioria de seus dirigentes resolve apoiar o governo. No outro dia começam as denuncias de mensalão para deputados do PMDB que apóiam o Governo. Vejam, só foram acusados os deputados que defenderam o apoio ao Governo Federal. Dividiram o PMDB entre os bons e o maus, obviamente, os bons são os que são contra o apoio ao governo. Por coincidência são os mesmos, com rara exceção, que foram comprados por FHC para barrar a intenção do ex-presidente Itamar Franco se candidatar em 2002.

No dia 03 de julho/05 o “Fantástico”, programa da Rede Globo, exibe uma reportagem com a misteriosa secretária de Marcos Valério. A sala da entrevista era decorada com imagens de santos e vários quadros da entrevista tinham como primeiro plano a foto do Papa João Paulo II, isso mesmo, apesar da entrevista ser com ela, alguns quadros tinham como primeiro plano a foto do Papa João Paulo II. Numa mensagem subliminar de que ali estava alguém abençoado, denunciando o mal. A secretária estava do lado de Deus. E adivinha que partido ela iria acusar na entrevista?! O PMDB, lógico. Assim, eles satanizam todos aqueles que apoiarem o governo. O PMDB é muito forte, e boa parte dele apóia FHC. Por isso, nem todos deputados do PMDB serão queimados na mídia. Independente se são corruptos ou não. Irão criar uma blindagem em torno dos que apoiam FHC para que eles sejam cabos leitorais estratégicos na campanha presidencial do PSDB em 2006. Busca-se sangrar o governo.

Ninguém aprova corrupção, e não estou a dizer que uma corrupção é melhor que a outra. Contudo, não podemos ser inocentes. Há uma campanha da direita para reassumir o poder. Direita que é corrupta, bandida, clientelista e vendeu o país durante 500 anos. Essa direita, entrega o país ao estrangeiro, um exemplo é o FHC que pegou uma dívida de 60 bilhões de dólares e deixou em 800 bilhões, apesar de ter "vendido" quase todas nossas estatais. Tiveram escândalos escondidos pela imprensa como a compra de votos para a reeleição de FHC para presidente e muitas outras. Para a Veja isso não é corrupção, para a Globo o PSDB não tem mensalão. Enfim, vamos cobrar esclarecimentos, mas não vamos julgar todo um governo por isso.

O governo deve mudar a política econômica imediatamente. Deve se juntar aos movimentos sociais, somente eles irão sustentar o governo popular. Deve investigar todas as denúncias desde o governo FHC.

Bernardino Soares

Une

UNE

Congresso dos Estudantes do Brasil

Na plenária final do 49º Congresso da UNE, que termina hoje em Goiânia (GO), os estudantes aprovaram que a entidade intensifique a pressão política para que o governo Lula mude sua política econômica, aumente o combate à corrupção, e a construção de uma nova e sólida maioria política e social. A proposta foi apresentada pelo movimento Na pressão pelas mudanças e recebeu o apoio da ampla maioria dos estudantes.
Sobre o posicionamento quanto à conjuntura internacional, os estudantes aprovaram que a UNE deve dar continuidade aos protestos iniciados com as mobilizações mundiais, denunciando a ocupação do Iraque e a tentativa do presidente norte-americano George W. Bush de estender sua “guerra infinita”. A plenária começou no meio do dia e terminou às 21h. Hoje ocorrerá a eleição da nova diretoria da entidade.

Governo Lula
O debate sobre o governo Lula foi polêmico durante todo o congresso. Enquanto alguns partidos e setores da esquerda, entre eles o PSOL, a tendência do PT Ação Popular Socialista (APS, antiga Força Socialista) e o Partido Comunista Revolucionário (PCR) defendiam a retirada do apoio ao governo, a grande maioria das forças políticas avaliou que é preciso manter o apoio ao governo Lula neste momento em que ele está sofrendo o ataque da elite conservadora do país.
Em um dos momentos tensos do congresso, um grupelho de militantes do PFL e do PSDB realizou uma plenária depois do horário de almoço e decidiram entrar no plenário do Ginásio Goiânia com bandeiras e faixas dizendo “Fernando Henrique presidente 2006”, num claro gesto de provocação. Vaiados por todo o plenário – lotado por aproximadamente sete mil estudantes -, eles se retiraram da arquibancada.
O movimento Na pressão pelas mudanças, liderado pela União da Juventude Socialista (UJS), teve o apoio das teses Kizomba (Democracia Socialista, tendência do PT), Mudança (Articulação, tendência do PT), o Movimento PT, e Mutirão (MR8, grupo do PMDB).

Universidade
Outro ponto polêmico do Conune foi o debate sobre a reforma universitária. Algumas forças consideram que a reforma é um “ataque contra o ensino público” e que representa os setores “capitalistas” do ensino superior. Mas a maioria dos estudantes acredita que a reforma está em disputa e para alcançar a dita nova universidade – considerada peça fundamental para a construção de uma nação democrática, soberana e socialmente justa – os estudantes terão que fazer grande mobilização tendo como ponto de partida a construção da Conferência Nacional de Educação Superior pela UNE em conjunto com a Fasubra, CNTE, Contee, CUT, MST MMM, entre outros setores do movimento social. A idéia é realizar uma grande marcha a Brasília no dia 11 de agosto, dia do estudante.

Movimento estudantil
Os estudantes avaliam que o momento de turbulência política pelo qual passa o país faz crescer ainda mais a responsabilidade do movimento estudantil, que deve combinar a luta contra as elites conservadoras com as mobilizações por mudanças, especialmente na política econômica. Esse contexto exige um momento ainda mais combativo, unido e unitário, independente e organizado, em aliança com os demais movimentos sociais. Tendo isso em vista, os estudantes devem construir um amplo movimento popular que sustente nas ruas as mudanças. Também houve concordância em que há necessidade de se repensar os fóruns do movimento estudantil, a começar pelo próprio Congresso da UNE. As mudanças devem ser debatidas em um processo estatuinte que debata novos critérios para a participação no Congresso.
Os estudantes aprovaram ainda: a realização da 6ª Bienal da UNE, a ampliação dos Cucas, derrubada imediata da MP 2208/01, que desvincula o direito à meia-entrada da carteirinha da UNE, realização dos Jogos Universitários Brasileiros (JUB’s) em parceria com a CBDU e o Ministério do Esporte, e envolvendo Atléticas, Federações, Executiva Nacional e CA’s de Educação Física. Continuidade do Projeto Memória do Movimento Estudantil (MME), ampliação do projeto Rondon como parte de uma política nacional de extensão universitária, e a criação de núcleos de extensão nas públicas e nas particulares com concessão de bolsas.
De Goiânia, Mônica Simioni

sábado, julho 02, 2005


FHC

FHC mostra qual é a intenção da Direita!

FHC deu uma entrevista à Revista Exame e todo o discurso aponta claramente qual era a intenção da Direita nesses últimos episódios da política brasileira. Querem descaradamente amarrar o governo para que o governo mantenha a política neoliberal imposta por FHC. E ainda abrir espaço para que a reeleição da direita seja facilitada com a desmoralização do governo.
Por que Lula não cabe no mundo de FHC
Por Osvaldo Bertolino
Os desafetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o chamam de várias coisas: inculto (claro preconceito social), indeciso (pode ser), corinthiano (é). Mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi além, ao dizer, à revista Exame, que ele é um símbolo do Brasil que corre o risco de se autodestruir. Por isso, recomenda FHC, Lula deveria desistir da reeleição para se revestir de superpoderes e assim "levar bem o Brasil". Nem Schoppenhauer, o pessimista mais brilhante e influente que a humanidade já produziu (era melhor nem ter nascido, filosofava ele), se igualaria à cantilena vazia do ex-presidente neoliberal.
Segundo ele, esta seria a única condição para Lula sair da crise e "superar a si mesmo". "Nessa hora era preciso ser estadista para eventualmente tornar-se candidato", disse FHC. Ser "estadista", no sentido defendido pelo ex-presidente, quer dizer que Lula deveria concentrar-se na administração conservadora da macroeconomia para evitar risco de "populismo", como o de Chávez, na Venezuela (segundo o entrevistador, André Lahóz, "uma espécie de fantasma para a América Latina"). O recado é claro: o governo não deve se aproximar ainda mais dos movimentos sociais, liberando recursos para programas populares — o que seria "populismo".
O sentido do termo golpismo
FHC disse que ficará de olho no ministro da Fazenda, Antônio Palocci, "porque ele é o sinal de que o governo não está descambando para esse lado". Esse tema transcende a mera discussão econômica. Como o modelo macroeconômico neoliberal que predomina no Brasil desde meados da década passada continua sendo o maior capital político acumulado por FHC, é natural que a possibilidade de virem a surgir problemas no caminho do conservadorismo acirre a discussão política. Também é natural, e legítimo, que denúncias de corrupção sejam exploradas pela oposição. O anormal acontece quando essa disputa começa a agredir a lógica e serve para alimentar crises irreais.
Esse é o ponto para se entender o sentido do termo golpismo, que as lideranças conservadoras tentam desqualificar. FHC advoga, sem meias palavras, a linha política segundo a qual a alternância no poder não implicaria em maiores conseqüências no campo econômico. Ele é um legítimo representante da manipulação ideológica que intenta manter a administração macroeconômica imune à manifestação da vontade popular. É o sonho dos liberais de fazer das eleições brasileiras algo sem poder de interferência na economia. Esse é o sentido do axioma, repetido à exaustão, de que a economia brasileira precisa estar assentada em "instituições sólidas".
FHC e suas circunstâncias

A repercussão da entrevista é mais um exemplo tragicômico do panorama político brasileiro. Possivelmente porque ela conseguiu sintetizar o pensamento daquilo que o jornalista Sebastião Nery chama de UDNs civil, militar e gráfica. FHC, com seu tradicional nhen-nhen-nhen, falou sobre reforma política — criticou, evidentemente, a que está em andamento —, sobre a "imaturidade da sociedade brasileira", sobre partidos e larari, larará... Só faltou — por modéstia, talvez — repetir Ruy Barbosa: "Eu não sou uma pessoa, mas um programa". Um programa que, resumidamente, associa o enfraquecimento do Estado ao fortalecimento da democracia.
É a velha cantilena dos partidos conservadores, que surgiram no Império, mandaram na República Velha, atentaram contra os presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck e João Goulart, e, mais recentemente, sustentaram a "era" neoliberal. Em 1989, Lula não desceu aos subníveis do discurso político de Collor. Collor recusou-se a debater com os adversários, pautou suas intervenções pela frase de efeito e pelo que seu público-alvo queria ouvir, não por seu projeto para o país, e lançou mão de expedientes sórdidos de campanha sempre que os julgou necessários. Ganhou. Lula norteou sua campanha, de modo geral, pela ética de não atacar os adversários pessoalmente e pela transparência de dizer francamente o que iria fazer na Presidência.
Lula e um novo Contrato social

O ataque ao vice de Lula, José Paulo Bisol, serviu de estopim para a derrocada da campanha. (Bisol foi acusado de manipular verbas do orçamento para beneficiar suas terras. A "denúncia" do Zero Hora, de Porto Alegre, não foi provada e o jornal teve de pagar indenização de R$ 1,191 milhão ao ex-candidato a vice.) Mas o tropeço de Rubens Ricupero, sucessor de FHC no Ministério da Fazenda do governo Itamar, não representou qualquer arranhão à campanha tucana. (Antenas parabólicas captaram uma conversa informal entre Ricupero e o repórter da Rede Globo Carlos Monforte. "Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde", disse ele.) A "grande imprensa" viu enorme gravidade no primeiro caso e quase nenhuma no segundo.
O país acabou embarcado no bonde de FHC, mas à primeira chance fez a baldeação. E chegamos finalmente a meados de 2005, às portas de mais uma corrida presidencial. Pode-se dizer que o Brasil vai na direção certa, mas numa velocidade errada. Muito lenta. E isso abre espaço para crises como essa em curso. Ou seja: a transição entre a derrotada oposição e a vitoriosa situação precisa ser tratada como assunto de gente grande. Seja como for, a estridência dos conservadores não consegue ocultar um fato: o Brasil está diante de nova possibilidade de retomar um grande projeto de nação. E Lula é hoje a única liderança política que reúne condições para viabilizar um contrato social que nos leve a isso.