sábado, junho 25, 2005

Existem Vários Funk's - Qual você acha que as autoridades querem que você ouça?

Funk "rap da felicidade"

Povo tem a força, precisa descobrir
Se eles lá não fazem nada
Faremos tudo daqui


As Danadinhas - Que Delicia

Então desce, remexe
No talento com malicia
As Danadinhas vão de ré
E eles gritam " Que Delicia "

O Funk-Bunda serve a quem?

O que primeiramente nos chama a atenção é que o comportamento de sexo coletivo deflagrado nos bailes funk não se trata propriamente de comportamento social, no sentido de ética grupal, referente aos assuntos da comunidade, mas sim de algo AQUÉM do social.

Tais atitudes revelam pessoas aparentemente incapazes de discernir o que e quais são seus direitos e deveres, responsabilidades e as relações de causa-efeito naturais quando se vive em sociedade. Suas ações parecem movidas unicamente pelo instinto, próprias de um Id primal que parece desconhecer a implicação de quaisquer atos feitos em grupo.

Ainda usando Freud como bússola básica, sabemos que os instintos do Id podem estar voltados para a criação e prazer (instintos de Eros) ou para a destruição e morte (instintos de Tânatos). O que percebemos a partir do comportamento desses jovens é uma necessidade de satisfação de instintos sexuais que não visa ao prazer e à criação propriamente, mas uma satisfação aliada à violência (física e psicológica) com instintos auto-destrutivos, para não dizer suicidas.

A bem da verdade, o funk, enquanto dança e representação musical, é apenas um grande catalisador emocional para esses jovens. Trata-se de um elemento cultural de uso e entendimento comuns, que reflete suas posturas sociais típicas e tem a capacidade de agregá-los num mesmo lugar, motivados pelos mesmos desejos e propósitos. Do comportamento desses jovens e da análise da letra de algumas músicas ditas funk, de estrondoso sucesso atual (como as do grupo "Bonde do Tigrão" e "Furacão 2000"), pode-se depreender que esses jovens não estão preocupados em compor verdadeiramente um movimento urbano de contestação social e muito menos de rebeldia política, visto que não apresentam críticas sérias de ordem social e não têm um poder sólido de congraçamento coletivo ao nível ideológico.

Tais jovens não parecem entregar-se ao sexo deliberado nos bailes de forma consciente, usando o sexo livre como instrumento de reação a uma suposta forma de dominação política, por exemplo. Eles não realizam nenhuma transgressão, seu ato não se opõe ideologicamente a nenhum outro.

Não há crítica, questionamentos de qualquer espécie. Sua conduta é a-moral e a-ética, não se rege por princípios de pertencimento ou de exclusão social. O sexo livre nos bailes não é um meio para se atingir um determinado fim, mas um fim em si mesmo. Os jovens parecem livres de qualquer apego ao social, preocupados somente com uma satisfação básica reptiliana.

Estas moças e rapazes representam o que pode existir quando uma sociedade não oferece mínimas condições de sobrevivência social digna e satisfatória. São jovens fruto de núcleos familiares desestruturados ou inexistentes, que carecem do aprendizado social formal e informal que os pudesse preparar para viver satisfatoriamente em sociedade.

Estas meninas e meninos, cujo comportamento inconseqüente dá indícios de uma idade mental e emocional típicas de um estágio de vida infantil pré-socializado, são o produto estatístico de uma sociedade que não se preocupa com o abismo social e cultural inóspito em que está mergulhada grande parcela da nossa população.

Fenômenos como este do sexo livre em bailes funk funcionam como sinais sociais de alerta, demonstrando que há problemas sérios e necessidades mal-resolvidas. Lembrando que não há como satisfazer as necessidades secundárias de convívio e planejamento social se as necessidades primárias reptilianas de alimentação, moradia, saúde e segurança não forem plena e potencialmente satisfeitas.

Fenômenos como este do sexo livre em bailes funk funcionam como sinais sociais de alerta, demonstrando que há problemas sérios e necessidades mal-resolvidas. Lembrando que não há como satisfazer as necessidades secundárias de convívio e planejamento social se as necessidades primárias reptilianas de alimentação, moradia, saúde e segurança não forem plena e potencialmente satisfeitas.

A sociedade que dorme também deve se sentir responsável pelos monstros que gera e cria, à revelia de sua vigília. Caso contrário, padecerá em pesadelos. Ou acordamos, ou seremos acordados à força, por uma simples questão de sobrevivência social.


Rosy Feros, 29, é poeta e ensaísta (http://www.leiabrasil.org.br/leiaecomente/filhos_trem.htm)

terça-feira, junho 21, 2005

CARTA AO POVO BRASILEIRO

COORDENAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
CARTA AO POVO BRASILEIRO

Contra a desestabilização política do governo e contra a corrupção: Por mudanças na política econômica, pela prioridade nos direitos sociais e por reformas políticas democráticas!

A sociedade brasileira mudou e, na Constituinte de 1988, decidiu por mudanças . Constituiu novos poderes e elegeu novos governantes, para promover processos de transformação social. Criou novas estruturas, combateu velhas instituições e gerou novos mecanismos para fazer valer os direitos de todas e cada uma das pessoas a uma vida digna.

Com a força desta história recente, mas vigorosa, de fortalecimento e radicalização da democracia em nosso país que nós, representantes das organizações populares, das organizações não governamentais, do movimento sindical, dos movimentos sociais e personalidades, convocamos toda a sociedade brasileira, cada cidadão e cada cidadã, para uma grande e contínua mobilização que torne possível enfrentar a crise política e fazer prevalecer os princípios democráticos.

Nas últimas eleições, com a esperança de realizar mudanças na política neoliberal que vinha sendo praticada desde 1990, o povo brasileiro elegeu o Presidente Lula. Até este momento, avaliamos que pouca coisa mudou e presenciamos um mandato cheio de contradições. De um lado, o governo seguiu com uma política econômica neoliberal, resultado de suas alianças conservadoras. De outro, adotou um discurso da prioridade social e uma política externa soberana e de aliança com as nações em desenvolvimento. A eleição do Lula reacendeu as esperanças na América Latina, e influiu de forma positiva em alguns conflitos políticos na região.

De olho nas eleições de 2006, as elites iniciaram, através dos meios de comunicação uma campanha para desmoralizar o governo e o Presidente Lula, visando enfraquecê-lo, para derrubá-lo ou obrigá-lo a aprofundar a atual política econômica e as reformas neoliberais, atendendo aos interesses do capital internacional.

Preocupados com o processo democrático e também com as denúncias de corrupção que deixaram o povo perplexo, vimos à publico dizer que somos contra qualquer tentativa de desestabilização do governo legitimamente eleito, patrocinada pelos setores conservadores e antidemocráticos.

Exigimos completa e rigorosa investigação das denúncias de corrupção, feitas ao Congresso Nacional e à imprensa, e punição dos responsáveis. Sabemos que a corrupção tem sido, lamentavelmente, o método tradicional usado pelas elites para governarem o país.

Trata-se portanto, de fundamentar a vida política em princípios éticos como a separação entre interesses privados e interesses públicos, de transparência nos processos decisórios e a promoção da justiça social.

Diante da atual crise, o governo Lula terá a opção de retomar o projeto pelo qual foi eleito, e que mobilizou a esperança de milhões de brasileiros e brasileiras. Projeto este que tem como base à transformação da sociedade e do Estado brasileiros, uma sociedade dividida entre os que tudo podem e tudo têm e aqueles que nada podem e nada têm.

Por isso, vimos a público defender, e propor ao governo Lula, ao Congresso Nacional e a sociedade civil, as seguintes medidas:

1- Realizar e apoiar uma ampla investigação de todas as denúncias de corrupção que estão sendo analisadas no Congresso Nacional e punir os responsáveis

2- Excluir do governo federal setores conservadores que querem apenas manter privilégios, afastar autoridades sobre as quais paira qualquer suspeição e recompor sua base de apoio, reconstruindo uma nova maioria política e social em torno de uma plataforma anti-neoliberal.

3- Realizar mudanças na política econômica no sentido de priorizar as necessidades do povo e construir um novo modelo de desenvolvimento. A sociedade não suporta mais tamanhas taxas de juros, as mais altas do mundo, sob o pretexto de combater a inflação. A sociedade não sustenta a manutenção de um superávit primário, que apenas engorda os bancos.Os recursos públicos têm de ser investidos, prioritariamente, na garantia dos direitos constitucionais, entre eles, emprego, salário-mínimo digno, saúde, educação, moradia, reforma agrária, meio ambiente, demarcação das terras indígenas e quilombolas.

4- Realizar, a partir do debate com a sociedade, uma ampla reforma política democrática. Uma reforma que fortaleça a democracia e dê ampla transparência ao funcionamento dos partidos políticos e aos processos decisórios. Por isso, somos favoráveis à fidelidade partidária, ao financiamento público exclusivo das campanhas, à exclusão das cláusulas de barreira, e à apresentação de candidaturas em listas fechadas com alternância de gênero e etnia, obedecendo critérios de representação política pluriétnica e multiracial. Queremos também a imediata regulamentação dos processos de democracia direta, que implica o exercício do poder popular mediante plebiscitos e referendos, conforme proposta apresentada pela CNBB e a OAB ao Congresso Nacional.

5- Fortalecer os espaços de participação social na administração pública e criar novos espaços nas empresas estatais e de economia mista, viabilizando o controle social e real compartilhamento do poder.

6- Fortalecer as iniciativas locais em favor da cidadania e da participação e da educação popular, como por exemplo os comitês pela ética na política, conselhos de controle social, escolas de formação política.

7- Enfrentar o monopólio dos meios de comunicação, garantindo sua democratização, inclusive através do fortalecimento das redes públicas e comunitárias.

Neste momento de mobilização, conclamamos as forças democráticas e populares a se mobilizarem para realizar manifestações de rua e protestos, e trabalhar para promover as verdadeiras mudanças que o país e o povo precisa.

Brasília, 21 de junho de 2005.

Atenciosamente

Seguem-se entidades e movimentos da sociedade e da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)

CUT - Central Única dos TrabalhadoresMST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem TerraUNE - União Nacional de EstudantesABI - Associação Brasileira de Imprensa
UBES – União Brasileira de Estudantes SecundaristasABONG - Associação Brasileira de ONGsINESC - Instituto de Estudos SocioeconômicosCNBB/PS - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil / Pastorais SociaisUBM - União Brasileira de Mulheres
CONAM – Confederação Nacional de Associações de Moradores
CMP - Coordenação dos Movimentos PopularesCONEN – Coordenação Nacional de Entidades NegrasIBASE – Instituto Brasileiro de Analises Sociais e Econômicas CEBRAPAZ - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela PazJOC - Juventude Operária CristãMTD - Movimento dos Trabalhadores DesempregadosMTST - Movimento dos Trabalhadores Sem TetoCONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de EnsinoCNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação UNMP - União Nacional por Moradia Popular ABRAÇO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias CIMI - Conselho Indigenista MissionárioCPT - Comissão Pastoral da TerraFENAC - Federação Nacional das AssociaçõesAMB...-. Articulação de mulheres brasileirasCFEMEA - Centro Feminista de Estudos e Assessoria IBRADES - Instituto Brasileiro de DesenvolvimentoEDUCAFRO - Educação e Cidadania de Afrodescendentes e CarentesMSU - Movimento dos Sem UniversidadeCONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil ANPG - Associação Nacional dos Pós Graduandos CSC - Corrente Sindical Classista MPA - Movimento dos Pequenos AgricultoresCBJP - Comissão Brasileira Justiça e PazAção da Cidadania Contra a Fome a Miséria e pela Vida Federação Nacional dos Economistas Federação Nacional dos AdvogadosSindicato dos Economistas do DFConselho Nacional de Iyalorixás e Ekedes NegrasCampanha Jubileu Brasil contra as dívidas e contra a AlcaP.O Nacional - Pastoral Operária Nacional Grito dos ExcluídosMarcha Mundial de Mulheres




domingo, junho 19, 2005

Quem está por trás do Golpe!

GOLPE DE ESTADO EM ANDAMENTO! SERÁ VERDADE?

Por Chico Nader, Morgana White, Alberto Salvador 19/06/2005 às 16:07
Alguém conhece estes possíveis autores? Possui o contado deles para confirmarmos sua autoria? Mesmo não sendo verdade, é um excelente exercício de reflexão sobre o que pode ocorrer nos bastidores do poder. E, já que a grande mídia divulga qualquer acusação sem prova alguma, esta segue a mesma rotina de sempre...
[Publicado por Heitor Reis]

[CMI-SSA] Golpe de Estado em Andamento no Brasil: Revelações Estarrecedoras jornalistas independentes jornalistas em postmaster.co.uk Terça Junho 7 07:40:48 PDT 2005

Arquivo X do Golpe (volume 1)

Como PSDB, Veja & CIA articulam segundo golpe de estado em sete anos. Uma história de assassinatos, corrupção, abuso de menores e roubo.

Como ocorre ciclicamente, inicia-se a fase final de mais um golpe de Estado na América Latina, desta vez destinado a depor o presidente Luís Inácio Lula da Silva, legitimamente eleito pelo povo brasileiro.

A exemplo do que ocorreu no Chile, em 1973, os neoliberais da elite pseudo-intelectual, os donos de latifúndios, os empresários da “imprensa” falida e os serviços de inteligência norte-americanos, preparam a derrubada do ex-metalúrgico Lula.

Os métodos do golpe, entretanto, se sofisticaram. Se Allende foi assassinado por projéteis de fogo, Lula está sendo envenenado por uma bem estudada campanha de desqualificação. Curiosamente, os “crimes” que lhe são atribuídos constituem-se em práticas criadas e mantidas por seus próprios inimigos.

O grupo de ataque ao governo foi apelidado de Grupo Rio. Não se trata de uma homenagem ao Estado, mas de uma referência à Rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, residência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O luxuoso e requintado apartamento foi palco das primeiras reuniões que traçaram a estratégia para o golpe de Estado. Na primeira assembléia, reuniram-se 13 pessoas. Na segunda, foram 19, incluindo um norte-americano que chegou num carro do consulado dos EUA em São Paulo. Depois do encontro, vários seguiram para uma casa de prazeres eróticos na Avenida Bandeirantes, nas imediações do aeroporto de Congonhas.

Em Português trôpego, o tal “gringo” teria falado mais sobre o presidente venezuelano Chavez do que sobre o plano para apear Lula do poder. A frase paradigmática de FHC neste dia teria sido: “É preciso paciência para desequilibrar, aos poucos; arrancar cada dedinho do pé do sátiro”. Alguns bateram palmas para aplaudir a frase mal construída, mas que definia o projeto de ação do grupo, que FHC (pretendendo-se galhofeiro) preferiu chamar de “célula Sorbonne”. Aliás, quando regado a bom vinho, o ex-presidente adora atribuir apelidos a seus desafetos: José Sarney é o “Morsa”, Itamar é o “Costinha” e Ciro Gomes é o “Parasita”.

Decidiu-se que tanques e canhões seriam substituídos por papel impresso e telas iluminadas. Poderosos senhores da comunicação foram chamados a integrar o grupo. Nessa época, o setor já vivia uma grave crise, com empresas atoladas em dívidas com bancos, à beira da insolvência. Os que não haviam se arrumado com o novo governo, tinham a chance de receber polpudas contribuições de apoiadores externos. Os aliados de primeira hora foram Roberto Civita, da Editora Abril, e a chamada banda podre da família Mesquita, os descendentes de Ruy Mesquita.

O falido e o ladrão doméstico

A idéia era destacar o clã Mesquita para uma luta prévia, destinada a desacreditar a prefeita Marta Suplicy. Os jornais da casa deveriam criar “pautas” para que o resto da imprensa corroesse a popularidade da prefeita. O projeto era fincar a bandeira do Grupo Rio em São Paulo a partir da eleição de José Serra. Civita teria como incumbência fomentar uma ação nacional por meio da revista Veja. Civita e FHC mantêm antiga amizade. O grupo do ex-presidente ajudou a criar o modelo de ideologia que é propagada pela revista, uma colorida e didática cartilha neoliberal. Civita é conhecido por sua língua afiada e descontrolada. Certa vez, numa reunião com executivos do grupo, chamou Pelé de “negrinho do pastoreio”. Em outra ocasião, disse que a ex-ministra Erundina era “uma gabirua que fedia a merda”.

As histórias de Veja misturam roteiros de filmes sobre a Máfia com bizarrias hard-core. Durante muitos anos, o feitor de Civita em Veja foi o truculento Eduardo Oinegue Faro, uma espécie de Jason Blair brasileiro, capaz de “fazer (ou inventar) qualquer negócio”, seja para vender revista ou para destruir uma personalidade pública. Exagerado em suas doses, Oinegue foi transferido para a revista Exame. Há poucos meses, o “padrinho Civita” sofreu ao saber que seu pupilo o estava roubando, exatamente conforme nos roteiros dos filmes sobre a Cosa Nostra. Oinegue Faro estava embolsando mais de um milhão de Reais em negócios inescrupulosos com um lobista. Triste fim para uma história de confiança na “famiglia”.

O jornalista que tinha um “pepino” a resolver
O redator-chefe de Veja é outro protagonista de casos escabrosos. Depressivo crônico, tem fixação doentia pelo tema solidão. Vítima de impulsos suicidas, julga-se inferior e não devidamente reconhecido. Parte de sua conduta patológica gerou um livro interessante e revelador: o Antinarciso. Certa manhã, a secretária de Veja recebeu um telefonema insólito de Sabino, que estava num hotel fubango no centro de São Paulo. A dedicada funcionária teve de se desdobrar para encontrar um proctologista do hospital Albert Einstein. Foram três horas de angústia até que o especialista chegasse ao quarto 62. Quem quiser, pode checar. Mais uma eternidade até que o enorme pepino pudesse ser extraído do reto do jornalista.

Assassino pago em ouro
No caso do Grupo Estado, é de se admirar que a família tenha recorrido aos serviços de consultoria de um ex-funcionário para desenvolver seu plano de ação. O escolhido foi Antonio Marcos Pimenta Neves, ex-chefão do jornal O Estado, amante rejeitado que, em 2000, assassinou a ex-namorada, a também jornalista Sandra Gomide. Por quê? Porque Pimenta Neves sempre manteve uma relação de amizade com Fernando Henrique Cardoso. Aliás, o crime aconteceu exatamente em Ibiúna, município a 70 quilômetros de São Paulo, onde o ex-presidente tem uma de suas casas de campo.

Violador de crianças
Entre os articuladores políticos do golpe, a liderança da tropa de choque coube ao senador amazonense Arthur Virgílio, um homem que se confessa atraído pelo submundo. Virgílio é um alegre freqüentador de bordéis e tem queda por “carnes novas”. O líder do PSDB foi o carrasco da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Graças a sua dedicada (e desesperada) atuação, o vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PFL), escapou da Justiça. Os relatórios da comissão mostravam que Aziz era também cliente de uma rede de prostituição envolvendo adolescentes de até 16 anos. Em Manaus, o comparsa de Virgílio participava de um esquema de aliciamento de menores com a conhecida cafetina Cris. Os depoimentos da CPI traziam o depoimento de uma mãe que comprovava a exploração sexual de sua filha de 14 anos. Na época, Virgílio tentou negar que também tivesse presenteado a menina com jóias e dinheiro.

Espancador de mulheres
No Grupo do Rio, a alta intelectualidade está representada também por José Arthur Gianotti, uma espécie de Maquiavel tupinambá, cuja função é fornecer ao amigo FHC pílulas filosóficas que previnam contra eventuais crises de consciência. Gianotti é o homem das éticas relativas, o dourador de fins que justifiquem qualquer meio ignominioso de busca do poder. Homem de estresses e ego inflado, é daqueles que não admitem refutações, características conhecidas de seus “colegas” de Universidade de São Paulo. Anos atrás, durante um debate com a esposa, irritou-se e a espancou. A mulher acabou perdendo parcialmente a audição de um ouvido. De suas histórias escabrosas, esta é a que mais se ouve nos corredores da USP.

Favores sexuais garantem promoção

Vale dizer que o Grupo do Rio ganhou um poderoso membro, antes relutante. Trata-se do new-brain-playboy Otávio Frias Filho, um homem amargurado porque é visto como um “riquinho” e não como o intelectual vanguardista que julga ser. Nas últimas semanas, foi incumbido de gerar uma bomba. Depois de muito raciocinar, resolveu requentar uma denúncia publicada meses atrás pelo Jornal do Brasil. A reportagem precisava ser muito bem conduzida, a fim de que as frases certas fossem arrancadas do Sr. Roberto Jefferson. Dois jornalistas da Folha recusaram o serviço sujo. Então, Frias Filho resolveu recorrer ao comércio doméstico. A repórter Renata Lo Prete (conhecida como Renatardada por alguns colegas) ganhou várias promoções às custas dos especializados serviços sexuais prestados a Frias Filho. Assim, a “namoradinha do chefe” subiu na carreira, apesar de suas evidentes limitações intelectuais. Lo Prete foi fiel a seus princípios e produziu o petardo contra o governo.

Cuspindo o filho bastardo

O Grupo Rio é, pelo menos, coerente. Reúne a malta brasileira em seu estado mais puro, pessoas de “bem” com a vida, endinheiradas e sem culpa. O guru Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não se lamenta de expulsar para o exílio seu filho bastardo, resultado de uma relação adúltera com a jornalista Miriam Dutra. “Ela cheirava a cavala, e não resisti”, confessou certa vez a um amigo. Logicamente, quase tudo que é relatado neste texto é de conhecimento da imprensa brasileira. No entanto, os escândalos da era FHC foram sempre devidamente varridos para debaixo do tapete. As denúncias de fraudes do caso Sivam foram abafadas pelo governo e pelos barões da imprensa. O mesmo ocorreu com os casos de suborno contidos na chamada Pasta Rosa. O então Procurador-Geral, Geraldo Brindeiro, recorreu ao jeitinho brasileiro para engavetar as denúncias. Agora, o que mais espanta foi a complacência da imprensa com a compra de votos para a mudança da Constituição que permitiu a reeleição de FHC. João Maia e Ronivon Santiago, Zila Bezerra, Osmir Lima e Chicão Brígido eram apenas a ponta do iceberg de um gigantesco sistema de corrupção gerenciado pelo PSDB.

Como sempre, a imprensa diminuiu a importância dos fatos, na mesma medida em que exagera qualquer irregularidade no governo Lula.

Como comprar um jornalista a preço de banana

Em todas essas ações, a CIA deu total apoio a seus parceiros do governo tucano (o governo do Apagão), inclusive com municiamento financeiro. Jornalistas e políticos foram comprados em verdadeiras operações de guerra, numa reedição das PP e Kukage, nas quais as ações jamais são atribuídas ao governo norte-americano, mas a outros grupos ou instituições. Muitas dessas ações são tão escancaradas que não exigem qualquer sigilo, conforme admite o ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Costa, em suas entrevistas a Carta Capital. As sedes do poder, em Brasília, estão grampeadas e os Estados Unidos monitoram o Brasil 24 por dia. Um bilhete deixado na mesa de reunião do Grupo Rio estampava uma lista de formadores de opinião que deveriam ser convencidos a receber “suporte” do grupo externo. Alguns dos 31 (sobre) nomes eram: Rodrigues, Noblat, Gancia, Carmo, Fibe, Nunes, Alencar, Casoy, Marques, Schwartsman e Cony. A base para as ações de flerte seriam fornecidas pelos senhores Mac-Laughlin , Wilkinson e Rohter.

A farsa de Maurício Marinho

Nem o mais ingênuo dos corruptos recebe pagamentos em sua sala de trabalho, em bolos semelhantes àqueles manuseados por donos de postos de gasolina. Maurício Marinho, que é esperto demais, vendeu-se como ator e não como facilitador. Afinal, a “bola” é pequena demais para quem corre tanto risco. Depois que a poeira baixar, MM certamente vai desfrutar de seu verdadeiro butim. Quem vê a fita com atenção, percebe que os atores estão mal treinados.

Assassinato de Luis Eduardo Magalhães: o primeiro golpe de Estado do Grupo Rio – 1998
O Grupo Rio não estava oficialmente constituído naquela época, mas seu núcleo duro já existia. À época, estava morrendo o velho “Serjão”, gerente de todo o sistema de corrupção e coleta de propinas do PSDB. Simultaneamente, uma nova estrela despontava no firmamento político: Luís Eduardo Magalhães. Segundo os analistas do governo, LEM tendia a se tornar um candidato imbatível nas eleições presidenciais. Além disso, o deputado confessara a amigos que no momento certo desbarataria a quadrilha que disseminava a corrupção por Brasília.
Morto “Serjão”, temeu-se que LEM desencadeasse uma pronta ação de limpeza no legislativo. Nesse momento, a articulação entre o governo e seus parceiros externos mostrou-se eficaz. A “inoculação” teria ocorrido, morbidamente, durante os serviços fúnebres do corruptor-mor. Os requintes da operação incluíram a prescrição de uma dose que permitisse a morte num 21 de Abril. A sofisticação simbólica tinha um motivo: uma assinatura sinistra. O serviço de assassinato encomendado a Newton Cruz por Maluf, em 1985, fora repassado a outro grupo. Tancredo Neves, assassinado, viria a morrer também num 21 de abril.
Uma semana depois da morte de Magalhães, um repórter de Veja em Brasília encontrou-se sigilosamente com um médico do Hospital Santa Lucia. O profissional admitiu que substâncias estranhas tinham sido encontradas no corpo do deputado. Depois de quinze dias, um laboratório do Rio de Janeiro analisou uma amostra enviada pela sucursal da revista. Sabe-se hoje que se tratava de um tipo de TCDD, um tetraclorodibenzeno-p-dioxina (Tetrachlorodibenzo-p-dioxin). Esse veneno foi desenvolvido pelos russos, tempos atrás, e a divulgação de sua fórmula faz parte dos acordos de cooperação entre a CIA e os serviços de informação que sobraram da antiga KGB. Os espiões conhecem o produto como resultado das pesquisas do Laboratory N. 12. Variações da fórmula mataram Wolfgang Salus, em 1957, e Lev Rebet, também naquele ano. A chamada Kamera produziu também a arma química indetectável que matou Georgi Markov, em 1978. Boa parte dos segredos foi passada aos americanos por Oleg Kalugin, ex-KGB, que hoje vive nos Estados Unidos.
Um repórter e um editor de Veja levantaram a maior parte dos fatos e preparavam uma edição-bomba para o final de maio. Roberto Civita mandou engavetar a reportagem, segundo se sabe, a pedido de seus amigos no Palácio do Planalto. Nos anos seguintes, a maior parte das pessoas que tiveram contato com LEM na UTI foram afastadas do Hospital Santa Lucia. Todos os fatos são facilmente comprováveis. Vale como pauta para os jornalistas de verdade. · Vale ressaltar que por motivos incertos, o Grupo Rio jamais contou com o apoio das Organizações Globo. · Agradecemos o apoio anônimo de um empresário gaúcho e de um político, sem os quais seria impossível a produção deste texto. Chico Nader, Morgana White e Alberto Salvador, com colaboradores. JIBRA – Jornalistas Independentes do Brasil - LONDON UK

Abaixo o Golpe da Direita feito pelo Grupo do Rio!

Nao ao Golpe da Direita!

Revista VEJA é uma Panfleto do PSDB

No Momento Certo

Evidentemente, não é fácil dar crédito total a um bufão do quilate de Roberto Jefferson, mas é forçoso reconhecer que, no tocante ao diálogo acima reproduzido sobre o comportamento a imprensa brasileira, "se non è vero, è bene trovato", como diriam os italianos.
No tocante à Veja, supostamente qualificada de tucana pelo ministro Dirceu, sempre segundo o relato de Jefferson, o qualificativo é até singelo. Na verdade, a revista sempre foi agressivamente antipetista. Durante a campanha de 2002, conta uma ex-profissional que deixou a casa horrorizada, um dos altos editores do semanário costumava passear na redação perguntando aos repórteres "o que é que nós temos para f... o operário nesta semana".

Nem é preciso avançar muito na análise do panfletão anti-PT editado pela Abril, basta bater os olhos na deplorável "reportagem" sobre outro suposto "esquema" petista, desta vez envolvendo a ex-prefeita Marta Suplicy, intitulada "O mensalão da perua", que está na edição corrente (nº 1909, de 15/6/2005) da Veja. Além de não conter nenhuma novidade – a matéria repete uma denúncia também sem provas e até o momento negada inclusive por gente graúda da administração tucana de José Serra –, Veja faz questão de agredir gratuita e pessoalmente a ex-prefeita.

quinta-feira, junho 16, 2005

Presidente do MST fala do Golpe da Direita através da Mídia Comprada

“Neste momento, a união e a mobilização são fundamentais, pois estamos numa verdadeira guerra”, declarou João Pedro Stédile, dirigente do MST, defendendo que as entidades somem força ao grande ato nacional convocado pela UNE para o dia 1º de julho, em Goiânia. Conforme o líder, é preciso ter claro que a elite golpista, em sintonia com o governo de Washington, vem instrumentalizando a mídia justamente para impedir a afirmação de projetos independentistas na América Latina. “O que está em jogo é a nossa soberania. Contra o Império do Norte, temos de respaldar ações por mudanças na política econômica”, acrescentou Stédile, ressaltando que só assim o governo conseguirá ter base para sustentar os ataques da mídia.

segunda-feira, junho 13, 2005

Movimento Estudantil Revolucionário Popular

O Movimento Estudantil Revolucionário Popular (MEPR) é um grupo de jovens comunistas. Surgdio após o rompimento com o nacional reformismo do MR-8 e a Ubes no congresso de 1995 em Goiânia.

O MEPR luta por cumprir 3 tarefas principais:
- Agitar e propagandear a revolução;
- Organizar a luta das massas;
- Combater o oportunismo

As fotos abaixo foram tiradas após a IV Assembléia Nacional do MEPR, realizada em BH nos dias 10, 11, 12 e 13 de junho de 2005.

site: www.mepr.org.br Fone: (31) 3222-0216
Foto tirada no dia 13 de Junho de 2005 em frente ao Pal�cio das Artes em Belo Horizonte - MG.
Foto do Movimento Estudantil Popular Revolucionario

Mediação: Um Caminho Para a Paz Social

Não resta dúvida que os níveis de violência cada vez maiores denunciam a crescente injustiça social em nosso país. Somente na capital mineira meio milhão de pessoas vivem em 174 vilas, favelas e conjuntos habitacionais populares, segundo a Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte.

De modo geral, esse número acompanha os dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que apresenta BH à frente de São Paulo e Rio de Janeiro no número de homicídios por cem mil habitantes.

Não por acaso, o Brasil ocupa a 109ª posição do IES (índice de exclusão social), afinal, o país deixa milhares de pessoas sem direito à saúde, educação, alimentos, emprego, etc. Essa falta de justiça, encontra na cultura de lidarmos com os conflitos de modo adversarial o fermento da violência.

Obviamente, o reflexo mais claro aparece nas comunidades carentes, por essas pessoas estarem mais expostas à falta dos direitos fundamentais. Neste contexto de injustiça, que é mãe da violência, não há que se falar em paz social, pois, como bem diz João Batista Herkenhoff, “(...) a paz é obra da justiça”.

O judiciário seria um meio de garantir a justiça e, assim, a paz social. Contudo, ele é estranho e inacessível a essa população. Além de lento e abarrotado de processos parados, o que testemunha a estrutura de um sistema que não consegue realizar a função jurisdicional com qualidade.

Já ensinava o mestre Rui Barbosa que justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta. Não se propõe o fim da função jurisdicional do Estado, propõe-se que ele acompanhe a sociedade em sua evolução ou retrocesso, respeitando o pluralismo jurídico.

Diante dessa insegurança social, os indivíduos lançam mão de uma competição voraz pela sobrevivência. Essa competição/conflito ultrapassa os limites das comunidades carentes e atinge, travestida de violência toda sociedade. Sendo reprimida violentamente pelo Estado, reafirmando ainda mais a exclusão.

Os conflitos, apesar de naturais na sociedade, se tornam uma guerra. Sendo assim, a falta de paz não está no conflito, e sim no modo de lidarmos com ele. Na Lição do professor Cezar Fiúza “é preciso que cada ofensa não se transforme em litígio”.

Isso só será possível pela cultura de paz, que, por sua vez, acontece quando, nas palavras de Lilia Maia, “(...) se ensina a resolver e prevenir os conflitos de maneira amigável, quando se restaura o diálogo, quando se oferece possibilidades de conscientização de direitos e de responsabilidades social”. É aí que aparece a mediação, aqui tratada de forma diversa da conciliação, negociação e arbitragem, pois ela produz essa cultura.

A mediação de conflitos já era praticada antes de surgir o poder judiciário. O termo “mediador” foi usado pela primeira vez por Justiniano, Imperador Romano (482-565), antes os mediadores eram chamados de proxenetae. Maria de Nazareth Serpa conceitua a mediação como “processo informal, voluntário, onde um terceiro interventor, neutro, assiste os disputantes na resolução de suas questões, pautado na autodeterminação das partes”.

O caráter transformador do conflito é o grande avanço, além de desafogar o judiciário. Nas palavras de R.R.Kenneth, “(...) mediação é uma alternativa à violência, que permite às partes conflitantes se concentrarem nos problemas que envolvem a disputa, abstraindo-se de seus sentimentos e posições e da própria pessoa do opositor”.

Todavia, na mediação, as pessoas se implicam na busca de saída para a contenda, desenvolvem a capacidade de encontrar os pontos em controvérsia e os interesses comuns. Tomam o conflito no seu lado positivo na medida que abre a possibilidade de crescimento pessoal e acaba com a cultura adversarial. Os conflitantes encontram a solução para o problema.

É a autogestão do conflito. Transformando e pacificando a contenda de modo satisfatório para os disputantes, e ainda promove o descobrimento de direitos e deveres. Além do que, respeita o direito surgido naquele povo. O que Boaventura de Souza Santos chama de "Topói".

Portanto, a mediação permite o acesso à justiça em sua essência, contribui para a cidadania, previne novos conflitos e ainda, restaura o equilíbrio afetado pelo conflito. Contribui, assim, para paz social em toda sociedade.

Bernardino Soares de Oliveira Cunha

Aluno do Curso de Direito da PUCMINAS
Estagiário e Mediador de Conflitos do Programa Pólos de Cidadania da UFMG
E, principalmente, um revolucionário incorrigível!

Referência Bibliográfica Barbosa, Rui. Oração aos moços. Edição popular anotada por Adriano da Gama Kury. 3a ed. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1988. SERPA, Maria de Nazareth. Mediação de Família. Belo Horizonte, ed. Del Rey, 1999. Sales, Lília Maia de Morais, Justiça e Mediação de Conflitos, Belo Horizonte: Del Rey, 2003 p. 167 Tavares, Fernando Horta, Mediação & Conciliação, Belo Horizonte: Mandamentos 2002 Sales, Lília Maia de Morais, Justiça e Mediação de Conflitos, Belo Horizonte: Del Rey 2003 Pereira, Rodrigo da Cunha, Família e Cidadania – o novo CCB e a vacatio legis, Belo Horizonte: IBDFAM/Del Rey, 2002 Dejours, Christophe, A banalização da Injustiça Social, tradução de Luiz Alberto Monjardim – 4 ed. – Rio de Janeiro: FGV 2001 http://www.social.org.br/relatorio2004.pdf http://www.ipea.gov.br/ HERKENHOFF. Curso de direitos humanos: Gênese dos direitos humanos, p. 118 KENNETH. Meditation: a basic approach, p.6."

domingo, junho 12, 2005

Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será minha terra
Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.

Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Não me entrego sem lutar - Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render:
Que caia o inimigo então.

Corrupção

O que há por trás dos ataques da Mídia comprada

Nos últimos dias estamos assistindo a um verdadeiro bombardeio da mídia contra o Governo Lula. Através da Rede Bandeirantes e principalmente pela Revista Veja e Folha de São Paulo, a direita realiza uma das maiores campanhas contra um governo. Chega-se ao ponto de compará-lo ao Governo Collor. Todos sabemos que esses veículos de comunicação sempre foram ligados à elite internacional. Eles são verdadeiros folhetins de propaganda ideológica da direita. A derrota da elite é nossa vitória, por isso, um governo Lula poderá significar um perda histórica para eles. Daí esses denuncismos infantis, recentemente vimos algo parecido com o governo da Venezuela.

Mas vamos às denuncias:

Os Correios: Um araponga, corrupto, já preso, corrompe uma funcionário concursado dos correios. Esse funcionário cita o PTB. O que há de corrupção no Governosí? Nada, não há nada. Se houver qualquer corrupção é do cara do correito e/ou do PTB. CPI não é brincadeira, ela serve para grandes questões de interesse público. No mais, a polícia federal, a pedido do Governo, esclareceu o caso, prendeu os culpados e mesmo assim, a direita quer a CPI. Não resta dúvida que eles queriam era criar um factoíde..

O Mensalão: O Deputado Federal Roberto Jéferson, um Collorista, faz uma denuncia a um jornal claramente oposicionista que é o Folha de São Paulo. Se não fosse tão revoltante, seria cômico, afinal, a única fonte da Folha é o Roberto, e a única fonte do Roberto é ele mesmo. Esse é o jornalismo investigativo da Folha. Não há provas, não há nem mesmo fato. Mesmo assim o jornal lardeia incessantemente que tudo que o Roberto Jéferson disse é verdade. O mensalão foi muito usado por FHC, um caso famoso foi o pagamento de R$ 200 mil para cada deputado que votasse na reeleição.
Se a oposição tivesse interesse em descobrir corrupção teria pedido CPI no caso da reeleição de FHC. Teria pedido CPI para investigar as Licitações, e principalmente as bandidas privatizações que desmontaram o país. Se eles tivessem qualquer intenção boa, pediriam CPI para a Dívida Externa feita por Fernando Henrique. E o caso do tesoureiro do PSDB, envolvendo o José Serra, cadê o dinheiro? Cadê as explicações? Nada, eles só querem é tomar o poder, e nos sacanear por mais 500 anos.Os que pedem a CPI são os mesmos que diziam que pegar empréstimo no FMI era sinal de austeridade e hoje criticam o Superávit Primário. São os mesmos que diziam que os juros de 27 % ao mês, ao tempo de FHC, era bom para o país, e hoje se opõe ao juros inferiores a 20%. São os mesmos que queriam o dólar abaixo de R$ 3, e hoje, com o dólar inferior a R$ 3 dizem que é ruim.


Os banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro. E esse lucro é fruto da dívida feita pelo Governo Fernando Henrique, que aumentou de 60 bi para 800 bi. É hora de alguém dar um basta nisso. Lula não pegou dinheiro com o FMI, promoveu um crescimento do emprego, abriu muitas vagas no ensino público, enfim, temos motivos para crer que estamos num rumo muito melhor do que se estivéssemos nas mãos do PSDB.

Não sou petista, mas sou brasileiro, sou pobre, sou da plebe, e vou lutar até o fim contra esse bandidos!

Até Quando Esperar?

Até Quando Esperar
Plebe Rude

Composiçãoo: Philippe Seabra


Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição

Com tanta riqueza por aá, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar

E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadé sua fração

Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus

Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos

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