quarta-feira, agosto 31, 2005
POLÍTICA NA WEB
Revolução conservadora na blogosfera
Carlos Castilho (*)
Quem se aventurar numa incursão na blogosfera política tupiniquim vai ter uma surpresa. O número de blogs confessadamente conservadores ou de direita aparentemente é maior do que os de se dizem de esquerda ou professam teses consideradas socialistas.
Desde o inicio do escândalo mensalão vem aumentando o número de blogs cujo prato forte são as críticas ao governo petista a partir de uma perspectiva ideológica conservadora e antimarxista.
No Brasil, tanto quanto nos Estados Unidos, um dos alvos preferidos dos blogs conservadores é a pressão sobre a imprensa, acusada de publicar notícias tendenciosas. O blog Mídia Sem Máscara é uma espécie de portal de 47 articulistas conservadores, onde as principais estrelas são o filósofo paulista Olavo de Carvalho e o ex-diplomata e ex-editorialista do Jornal do Brasil, José de Meira Penna.
O escândalo do mensalão e a desilusão das esquerdas com o governo Lula são um prato cheio para blogs como o Nariz Gelado, cujo autor não se identifica e que publica a mais completa lista de links para blogs politicamente conservadores. [Atenção, há exceções, como o blog de Ricardo Noblat, que é jornalístico.]
Na mesma linha correm o Não Suporto o PT produzido por Bobby Groover, e o Resistência do carioca Niemerson Lavoura, que também edita o República dos Marajás Petistas.
O blog do matemático chileno Claudio Tellez e do filósofo Olavo de Carvalho podem ser considerados modelos da ala intelectual da direita cibernética no Brasil.
A comparação do comportamento dos blogueiros nos Estados Unidos e no Brasil mostra que a preferência dos internautas está muito vinculada à conjuntura política do país. Mas, apesar da diferença de opções, tanto aqui como lá a politização dos blogueiros é um fenômeno em ascensão vertiginosa. Segundo a pesquisa do NPI, desde o final de 2002 o tráfego de visitantes nos mil blogs políticos mais populares dos Estados Unidos passou de 500 mil para três milhões de visitas diárias. Não temos aqui uma medição parecida, mas o blog do jornalista Ricardo Noblat não pára de bater recordes de audiência desde o início do mensalão, segundo o seu editor.
(*) Jornalista e editor do blog Código Aberto
retirado do site http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=344ENO001
Carlos Castilho (*)
Quem se aventurar numa incursão na blogosfera política tupiniquim vai ter uma surpresa. O número de blogs confessadamente conservadores ou de direita aparentemente é maior do que os de se dizem de esquerda ou professam teses consideradas socialistas.
Desde o inicio do escândalo mensalão vem aumentando o número de blogs cujo prato forte são as críticas ao governo petista a partir de uma perspectiva ideológica conservadora e antimarxista.
No Brasil, tanto quanto nos Estados Unidos, um dos alvos preferidos dos blogs conservadores é a pressão sobre a imprensa, acusada de publicar notícias tendenciosas. O blog Mídia Sem Máscara é uma espécie de portal de 47 articulistas conservadores, onde as principais estrelas são o filósofo paulista Olavo de Carvalho e o ex-diplomata e ex-editorialista do Jornal do Brasil, José de Meira Penna.
O escândalo do mensalão e a desilusão das esquerdas com o governo Lula são um prato cheio para blogs como o Nariz Gelado, cujo autor não se identifica e que publica a mais completa lista de links para blogs politicamente conservadores. [Atenção, há exceções, como o blog de Ricardo Noblat, que é jornalístico.]
Na mesma linha correm o Não Suporto o PT produzido por Bobby Groover, e o Resistência do carioca Niemerson Lavoura, que também edita o República dos Marajás Petistas.
O blog do matemático chileno Claudio Tellez e do filósofo Olavo de Carvalho podem ser considerados modelos da ala intelectual da direita cibernética no Brasil.
A comparação do comportamento dos blogueiros nos Estados Unidos e no Brasil mostra que a preferência dos internautas está muito vinculada à conjuntura política do país. Mas, apesar da diferença de opções, tanto aqui como lá a politização dos blogueiros é um fenômeno em ascensão vertiginosa. Segundo a pesquisa do NPI, desde o final de 2002 o tráfego de visitantes nos mil blogs políticos mais populares dos Estados Unidos passou de 500 mil para três milhões de visitas diárias. Não temos aqui uma medição parecida, mas o blog do jornalista Ricardo Noblat não pára de bater recordes de audiência desde o início do mensalão, segundo o seu editor.
(*) Jornalista e editor do blog Código Aberto
retirado do site http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=344ENO001
quinta-feira, agosto 25, 2005
Tudo sobre a revista veja
Entre no endereço: www.novae.inf.br/pensadores/veja_invencoes_elite.htm
e leia tudo sobre a Veja. Porém, há que se fazer justiça. Ela não é pior que a Isto é, Época e Folha de São Paulo.
e leia tudo sobre a Veja. Porém, há que se fazer justiça. Ela não é pior que a Isto é, Época e Folha de São Paulo.
domingo, agosto 21, 2005
Comentário
"O que me deixa mais enojado nessa palhaçada toda do mensalão é ver safados corruptos do naipe do Sarney, Antonio Carlos Magalhães, FHC e Cia Ltda. querendo dar uma de moralistas, qual moral tem esses cretinos do PFL, PSDB, PMDB etc... para falar algo sobre corrupção se justo nos partidos deles é que surgem sempre a maioria das sujeiras deste país, é triste que um país tão promissor como o Brasil tenha essa gentalha guiando nosso destino, triste sina essa nossa. "
O Golpe Já Era, agora é Sacanear o Governo Para a Direita Voltar ao Poder!
ENTREVISTA
Wanderley Guilherme: "Oposição perdeu a hora do golpe branco"
Para o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, oposição agora quer "sangrar" presidente; ele prevê um "racha" no PT
oposição deixou passar "a hora do golpe branco". PSDB e PFL refizeram os cálculos e avaliam, agora, que é melhor "sangrar o governo, sangrar o presidente da República" do que partir para uma tentativa de impedimento de Luiz Inácio Lula da Silva.
A opinião é do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro). Em meados de junho, ainda no começo da crise, Santos provocou polêmica ao afirmar, em sua coluna no jornal "Valor Econômico", que, a julgar pelo comportamento de tucanos e pefelistas, o "novo lacerdismo" havia "se mudado para São Paulo": a oposição preparava um "golpe branco" contra o governo.
Agora, diz o professor, a situação mudou. "Já passou a hora do golpe branco, sim. E isso cria um problema complicado, porque, agora, se houver motivos jurídicos e políticos razoáveis que comprovem a participação ou conivência do presidente nesses episódios, ele tem de sair. E aí, quem não quer mais isso é a oposição." Para ele, na arena nacional, o PFL não passa de um "partido laranja" do PSDB.
Quanto ao PT, Santos vê o partido caminhar para um racha. O professor não enxerga possibilidade de um "denominador comum" no confronto entre a ala esquerda, crítica do governo, e a ala que apóia o governo, mas que tem integrantes no centro do escândalo do "mensalão".
O autor de "A Democracia e seu Futuro no Brasil" (2001) avalia essa desmontagem do PT como um retrocesso político brasileiro, que pode dar mais espaço a discursos "populistas demagógicos": "Se isso vier a acontecer, será o grande ilícito que a antiga cúpula dirigente do PT terá praticado".
Santos ainda criticou o oportunismo de uma reforma política neste momento, atacou o que classificou de "omissão" de intelectuais e questionou o papel da imprensa.
A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha, por telefone, na última quinta-feira.
O sr. disse enxergar movimentação para um "golpe branco" da oposição. A estratégia ainda está em curso?
Wanderley Guilherme dos Santos - Fico espantado com a dúvida das pessoas sobre esse assunto, quando ele passou a ser um tópico banal. Basta ver que o que passou a ser discutido todos os dias no começo da crise eram os cálculos da oposição para saber se, quando e como promoveriam o impedimento do presidente.
Quem falou em impedimento foi o ex-presidente Fernando Henrique. Ora, um pedido de impedimento com base no que havia... O que havia era a descoberta de uma transação corrupta dentro dos Correios, mais nada.
A representação tendo em vista o impedimento aparece inteiramente descolada de qualquer argumento em relação aos motivos comprovados que justifiquem o pedido de impedimento. Aparece, isto sim, como discussão em torno da oportunidade.
Ou seja, a discussão não é se há motivos para o impedimento, mas se, considerando o sucessor, o impedimento deve ser promovido. O que é isso? Estão discutindo de forma precipitada o afastamento do presidente. Se é precipitado, significa que não tem base. E isso se chama golpe.
O sr. vê uma "conspiração das elites" contra Lula?
Santos - No século 20, a linguagem educada esteve e está até hoje muito influenciada pelo marxismo e pela psicanálise. Assim, quando se fala em elite, imediatamente, as pessoas educadas pensam em elite econômica, que é a forma primária ou o marxismo primário ou vulgar. Pensam em elite econômica e ficam sem saber como explicar se, afinal de contas, as elites econômicas estão favoráveis ao governo. E não sabem sair desse círculo de giz.
Esses comentaristas, por causa disso, ficam extremamente incapacitados de perceber algo que está acontecendo e que é raro ver dessa maneira, que é a luta pelo poder nua e crua. Trata-se de disputa por poder. Quem não enxerga isso perde a oportunidade de ver essa disputa, as estratégias que são utilizadas, as manobras.
Como o sr. avalia o comportamento da imprensa na crise?
Santos - O que está em jogo é o seguinte: como é que o sr. Roberto Jefferson conseguiu obter a projeção que obteve e levar durante muito tempo a CPI dos Correios pelo "narizinho"? Por que ele conseguiu isso? Porque ele estava falando a verdade? Não. Porque interessava ao PSDB e ao PFL.
Só por isso. Achar que é porque ele estava falando uma coisa que chocava... Se fosse só isso, não dava. Se não desse no "Jornal Nacional", não acontecia tudo isso. E, para dar no "Jornal Nacional", tem que interessar ao PSDB e ao PFL.
Por exemplo, não foi suficiente o editorial da Folha [no episódio da compra de votos para a provação da emenda da reeleição de FHC, em 1997] para criar um escândalo.
E por que foi diferente no caso de Jefferson?
Santos - Porque é do interesse das Organizações Globo. Isso é um outro tema. Quando digo imprensa, eu quero me referir implicitamente às Organizações Globo, que são um problema dentro do processo político brasileiro.
O "Jornal Nacional" tem a emoção da opinião pública brasileira sob controle. Durante o mês passado, as ansiedades, expectativas e angústias eram geradas pela dramaturgia do "Jornal Nacional". Ele tem controle sobre a temperatura da emoção. Isso não é algo que deva ser considerado normal em uma democracia.
O que acontece é que, em países como o Brasil, a imprensa é um ator político relevantíssimo. Sua moeda é justamente ter poder sobre a emoção da opinião pública. Para que serve esse poder? Para obter conformidade de governo.
Fonte: Folha de S. Paulo
Wanderley Guilherme: "Oposição perdeu a hora do golpe branco"
Para o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, oposição agora quer "sangrar" presidente; ele prevê um "racha" no PT
oposição deixou passar "a hora do golpe branco". PSDB e PFL refizeram os cálculos e avaliam, agora, que é melhor "sangrar o governo, sangrar o presidente da República" do que partir para uma tentativa de impedimento de Luiz Inácio Lula da Silva.
A opinião é do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro). Em meados de junho, ainda no começo da crise, Santos provocou polêmica ao afirmar, em sua coluna no jornal "Valor Econômico", que, a julgar pelo comportamento de tucanos e pefelistas, o "novo lacerdismo" havia "se mudado para São Paulo": a oposição preparava um "golpe branco" contra o governo.
Agora, diz o professor, a situação mudou. "Já passou a hora do golpe branco, sim. E isso cria um problema complicado, porque, agora, se houver motivos jurídicos e políticos razoáveis que comprovem a participação ou conivência do presidente nesses episódios, ele tem de sair. E aí, quem não quer mais isso é a oposição." Para ele, na arena nacional, o PFL não passa de um "partido laranja" do PSDB.
Quanto ao PT, Santos vê o partido caminhar para um racha. O professor não enxerga possibilidade de um "denominador comum" no confronto entre a ala esquerda, crítica do governo, e a ala que apóia o governo, mas que tem integrantes no centro do escândalo do "mensalão".
O autor de "A Democracia e seu Futuro no Brasil" (2001) avalia essa desmontagem do PT como um retrocesso político brasileiro, que pode dar mais espaço a discursos "populistas demagógicos": "Se isso vier a acontecer, será o grande ilícito que a antiga cúpula dirigente do PT terá praticado".
Santos ainda criticou o oportunismo de uma reforma política neste momento, atacou o que classificou de "omissão" de intelectuais e questionou o papel da imprensa.
A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha, por telefone, na última quinta-feira.
O sr. disse enxergar movimentação para um "golpe branco" da oposição. A estratégia ainda está em curso?
Wanderley Guilherme dos Santos - Fico espantado com a dúvida das pessoas sobre esse assunto, quando ele passou a ser um tópico banal. Basta ver que o que passou a ser discutido todos os dias no começo da crise eram os cálculos da oposição para saber se, quando e como promoveriam o impedimento do presidente.
Quem falou em impedimento foi o ex-presidente Fernando Henrique. Ora, um pedido de impedimento com base no que havia... O que havia era a descoberta de uma transação corrupta dentro dos Correios, mais nada.
A representação tendo em vista o impedimento aparece inteiramente descolada de qualquer argumento em relação aos motivos comprovados que justifiquem o pedido de impedimento. Aparece, isto sim, como discussão em torno da oportunidade.
Ou seja, a discussão não é se há motivos para o impedimento, mas se, considerando o sucessor, o impedimento deve ser promovido. O que é isso? Estão discutindo de forma precipitada o afastamento do presidente. Se é precipitado, significa que não tem base. E isso se chama golpe.
O sr. vê uma "conspiração das elites" contra Lula?
Santos - No século 20, a linguagem educada esteve e está até hoje muito influenciada pelo marxismo e pela psicanálise. Assim, quando se fala em elite, imediatamente, as pessoas educadas pensam em elite econômica, que é a forma primária ou o marxismo primário ou vulgar. Pensam em elite econômica e ficam sem saber como explicar se, afinal de contas, as elites econômicas estão favoráveis ao governo. E não sabem sair desse círculo de giz.
Esses comentaristas, por causa disso, ficam extremamente incapacitados de perceber algo que está acontecendo e que é raro ver dessa maneira, que é a luta pelo poder nua e crua. Trata-se de disputa por poder. Quem não enxerga isso perde a oportunidade de ver essa disputa, as estratégias que são utilizadas, as manobras.
Como o sr. avalia o comportamento da imprensa na crise?
Santos - O que está em jogo é o seguinte: como é que o sr. Roberto Jefferson conseguiu obter a projeção que obteve e levar durante muito tempo a CPI dos Correios pelo "narizinho"? Por que ele conseguiu isso? Porque ele estava falando a verdade? Não. Porque interessava ao PSDB e ao PFL.
Só por isso. Achar que é porque ele estava falando uma coisa que chocava... Se fosse só isso, não dava. Se não desse no "Jornal Nacional", não acontecia tudo isso. E, para dar no "Jornal Nacional", tem que interessar ao PSDB e ao PFL.
Por exemplo, não foi suficiente o editorial da Folha [no episódio da compra de votos para a provação da emenda da reeleição de FHC, em 1997] para criar um escândalo.
E por que foi diferente no caso de Jefferson?
Santos - Porque é do interesse das Organizações Globo. Isso é um outro tema. Quando digo imprensa, eu quero me referir implicitamente às Organizações Globo, que são um problema dentro do processo político brasileiro.
O "Jornal Nacional" tem a emoção da opinião pública brasileira sob controle. Durante o mês passado, as ansiedades, expectativas e angústias eram geradas pela dramaturgia do "Jornal Nacional". Ele tem controle sobre a temperatura da emoção. Isso não é algo que deva ser considerado normal em uma democracia.
O que acontece é que, em países como o Brasil, a imprensa é um ator político relevantíssimo. Sua moeda é justamente ter poder sobre a emoção da opinião pública. Para que serve esse poder? Para obter conformidade de governo.
Fonte: Folha de S. Paulo
sexta-feira, agosto 19, 2005
Doze pessoas dizendo o que você deve pensar sobre a Crise!
Apenas 12 pessoas estão usando a mídia para expressar a opinião diante da crise. E o povo? Esse só é manipulado!!!!!
COLUNISMO POLÍTICO A opinião privada tornada pública
Venício A. de Lima (*)
Em recente palestra na Bahia, Bob Fernandes, ex-redator-chefe da revista CartaCapital, observou que "cerca de 12 jornalistas conduzem a opinião pública a respeito da política nacional". É verdade que alguns jornalistas acreditam nisso e confundem o inquestionável poder da mídia com o seu poder individual. Por isso, às vezes, se irritam quando constatam que suas opiniões privadas podem não coincidir com a opinião da maioria da população brasileira.
Na grave crise política que estamos atravessando, apesar da incrível enxurrada de denúncias públicas contra o partido e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decorridos mais de três meses, sua "imagem" positiva junto a percentual expressivo da opinião pública continua resistindo ou tem caído numa velocidade muito aquém daquela antecipada pela maioria dos principais jornalistas multimídia.
Esses jornalistas sempre evocaram o pressuposto da famosa teoria do "espelho", segundo a qual, por ser imparcial e objetiva, a grande mídia "refletiria" a pluralidade e a diversidade de opiniões que existe na sociedade. Eles tentam construir de si mesmos a imagem profissional de simples mediadores entre os acontecimentos e seus leitores/ouvintes/espectadores.
A teoria do "espelho", na verdade, sobrevive na contramão das evidências da pesquisa em comunicação dos últimos 30 anos – sobretudo porque tem servido de importante fonte de legitimidade à qual recorrem empresários de comunicação e jornalistas vitoriosos.
"Contaminações horizontais"
No que se refere à opinião pública, no entanto, há uma antiga controvérsia não resolvida nas Ciências Sociais não só sobre o próprio conceito quanto à sua "formação". A teoria mais conhecida é aquela que tenta explicar o processo de formação da opinião pública por meio do chamado modelo "cascata".
A opinião pública se formaria a partir de pequenos grupos, situados no topo da pirâmide social e depois viria "descendo", por degraus, até a base da pirâmide.
No primeiro degrau dessa "cascata" estaria o pequeno grupo das elites econômicas e sociais; no segundo, estaria o das elites políticas e, no terceiro, a mídia, seguida pelos chamados formadores de opinião – intelectuais, religiosos, artistas, educadores, líderes empresariais e sindicais, jornalistas –; e, finalmente, no último degrau, a grande maioria que constitui a base da população.
Se a teoria da "cascata" estiver correta, a mídia teria, sim, um duplo e importante papel na formação da opinião pública: tanto como conjunto das instituições que tornam as coisas públicas – e ao qual, portanto, todos os grupos dos diferentes degraus da "cascata" estão expostos – quanto como espaço de atuação dos jornalistas formadores de opinião.
É interessante observar que, segundo o modelo "cascata", à medida que a opinião "desce" ela passaria por "contaminações horizontais" em cada um dos degraus, até alcançar a base da pirâmide. Dessa forma, a opinião dos jornalistas formadores de opinião não poderia, em tese, ser idêntica à opinião percentualmente majoritária.
Assuntos públicos
Esse modelo, obviamente, contraria a "teoria do espelho" porque a formação da opinião pública seria um processo muito mais complexo, submetido à influência de inúmeros atores, dentre eles os jornalistas.
Não é por acaso, portanto, que um dos processos paralelos à crise política é a sutil tentativa de alguns jornalistas de desqualificar a base da população e tentar redefinir o próprio conceito de opinião pública – e, por conseqüência, o seu próprio papel.
Essa tentativa tem aparecido, por exemplo, quando o presidente Lula é acusado de "chavismo" ou de "populismo", isto é, de tentar governar comunicando-se diretamente com sua base social ignorando a mediação de instâncias tradicionais como os partidos e a grande mídia.
Para esses jornalistas, a opinião da mídia teria que ser uma instância levada em conta não mais apenas por ser a mediadora ou refletora (como na teoria do "espelho"), mas a própria opinião pública.
Se essa definição prevalecesse, a condução da opinião pública por 12 jornalistas, referida por Bob Fernandes, ganharia legitimidade, pois a sua opinião privada seria a própria opinião pública.
Há, portanto, uma perigosa confusão entre as esferas privada e pública. A liberdade de imprensa garante que empresas privadas de mídia expressem seus pontos de vista sobre os assuntos públicos, mas eles serão sempre apenas o que são: opinião privada tornada pública e não opinião pública.
Da mesma forma, os jornalistas em suas colunas impressas e/ou eletrônicas expressam sua opinião pessoal privada de analistas políticos. Mesmo que a médio ou longo prazo a opinião privada da grande mídia possa tornar-se também a opinião pública, muitas vezes, como agora, opiniões privadas de jornalistas não necessariamente constituem a opinião da maioria da população.
(*) Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (NEMP) da Universidade de Brasília e autor, entre outros, de Mídia: Teoria
e Política (Editora Fundação Perseu Abramo, 2ª ed., 2004)
texto tirado do sitio http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=342JDB001
COLUNISMO POLÍTICO A opinião privada tornada pública
Venício A. de Lima (*)
Em recente palestra na Bahia, Bob Fernandes, ex-redator-chefe da revista CartaCapital, observou que "cerca de 12 jornalistas conduzem a opinião pública a respeito da política nacional". É verdade que alguns jornalistas acreditam nisso e confundem o inquestionável poder da mídia com o seu poder individual. Por isso, às vezes, se irritam quando constatam que suas opiniões privadas podem não coincidir com a opinião da maioria da população brasileira.
Na grave crise política que estamos atravessando, apesar da incrível enxurrada de denúncias públicas contra o partido e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decorridos mais de três meses, sua "imagem" positiva junto a percentual expressivo da opinião pública continua resistindo ou tem caído numa velocidade muito aquém daquela antecipada pela maioria dos principais jornalistas multimídia.
Esses jornalistas sempre evocaram o pressuposto da famosa teoria do "espelho", segundo a qual, por ser imparcial e objetiva, a grande mídia "refletiria" a pluralidade e a diversidade de opiniões que existe na sociedade. Eles tentam construir de si mesmos a imagem profissional de simples mediadores entre os acontecimentos e seus leitores/ouvintes/espectadores.
A teoria do "espelho", na verdade, sobrevive na contramão das evidências da pesquisa em comunicação dos últimos 30 anos – sobretudo porque tem servido de importante fonte de legitimidade à qual recorrem empresários de comunicação e jornalistas vitoriosos.
"Contaminações horizontais"
No que se refere à opinião pública, no entanto, há uma antiga controvérsia não resolvida nas Ciências Sociais não só sobre o próprio conceito quanto à sua "formação". A teoria mais conhecida é aquela que tenta explicar o processo de formação da opinião pública por meio do chamado modelo "cascata".
A opinião pública se formaria a partir de pequenos grupos, situados no topo da pirâmide social e depois viria "descendo", por degraus, até a base da pirâmide.
No primeiro degrau dessa "cascata" estaria o pequeno grupo das elites econômicas e sociais; no segundo, estaria o das elites políticas e, no terceiro, a mídia, seguida pelos chamados formadores de opinião – intelectuais, religiosos, artistas, educadores, líderes empresariais e sindicais, jornalistas –; e, finalmente, no último degrau, a grande maioria que constitui a base da população.
Se a teoria da "cascata" estiver correta, a mídia teria, sim, um duplo e importante papel na formação da opinião pública: tanto como conjunto das instituições que tornam as coisas públicas – e ao qual, portanto, todos os grupos dos diferentes degraus da "cascata" estão expostos – quanto como espaço de atuação dos jornalistas formadores de opinião.
É interessante observar que, segundo o modelo "cascata", à medida que a opinião "desce" ela passaria por "contaminações horizontais" em cada um dos degraus, até alcançar a base da pirâmide. Dessa forma, a opinião dos jornalistas formadores de opinião não poderia, em tese, ser idêntica à opinião percentualmente majoritária.
Assuntos públicos
Esse modelo, obviamente, contraria a "teoria do espelho" porque a formação da opinião pública seria um processo muito mais complexo, submetido à influência de inúmeros atores, dentre eles os jornalistas.
Não é por acaso, portanto, que um dos processos paralelos à crise política é a sutil tentativa de alguns jornalistas de desqualificar a base da população e tentar redefinir o próprio conceito de opinião pública – e, por conseqüência, o seu próprio papel.
Essa tentativa tem aparecido, por exemplo, quando o presidente Lula é acusado de "chavismo" ou de "populismo", isto é, de tentar governar comunicando-se diretamente com sua base social ignorando a mediação de instâncias tradicionais como os partidos e a grande mídia.
Para esses jornalistas, a opinião da mídia teria que ser uma instância levada em conta não mais apenas por ser a mediadora ou refletora (como na teoria do "espelho"), mas a própria opinião pública.
Se essa definição prevalecesse, a condução da opinião pública por 12 jornalistas, referida por Bob Fernandes, ganharia legitimidade, pois a sua opinião privada seria a própria opinião pública.
Há, portanto, uma perigosa confusão entre as esferas privada e pública. A liberdade de imprensa garante que empresas privadas de mídia expressem seus pontos de vista sobre os assuntos públicos, mas eles serão sempre apenas o que são: opinião privada tornada pública e não opinião pública.
Da mesma forma, os jornalistas em suas colunas impressas e/ou eletrônicas expressam sua opinião pessoal privada de analistas políticos. Mesmo que a médio ou longo prazo a opinião privada da grande mídia possa tornar-se também a opinião pública, muitas vezes, como agora, opiniões privadas de jornalistas não necessariamente constituem a opinião da maioria da população.
(*) Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (NEMP) da Universidade de Brasília e autor, entre outros, de Mídia: Teoria
e Política (Editora Fundação Perseu Abramo, 2ª ed., 2004)
texto tirado do sitio http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=342JDB001
sábado, agosto 13, 2005
Imprensa Bandida!
Veja e Folha de São Paulo (como de costume) inventam notícias para manipular a opinião pública e criar um estado de golpe. Dessa vez foram os estudantes que foram alvo da imprensa marron.
Imprensa distorce caráter das manifestações
Além de cuidar da ampla mobilização para o ato, outra preocupação das lideranças estudantis neste momento é com a recorrente manipulação que certos setores da imprensa têm feito sobre o caráter das manifestações estudantis No afã de tentar criar um falso paralelo entre a atual crise política e o que aconteceu em 1992, época das campanhas pelo impeachment de Collor, vários jornalistas têm rotulado as manifestações contra a corrupção de manifestações "contra Lula".
Por Sônia Corrêa
“A história em verde-e-amarelo” publicada na edição da revista Veja que está nas bancas (nº 1917, páginas 58 e 59), mais uma vez demonstra a leviandade e desonestidade com que esse veículo faz jornalismo, hospedando os interesses do velho tucanato, expulso pelo povo brasileiro do Palácio do Planalto em 2002.Porto Alegre assistiu na última quinta-feira (4) uma verdadeira aula de cidadania promovida por centenas de estudantes secundaristas, convocada pela UNE, Ubes e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Sob o slogan “Com Lula, na Luta Contra a Corrupção”, os jovens pintaram o rosto de verde-e-amarelo e numa passeata muito alegre e colorida, sob o som da Escola de Samba Imperatriz Dona Leopoldina, circularam pelas ruas da cidade exigindo punição para todos os corruptos, mudanças na política econômica, a aprovação da reforma universitária e também denunciando as manobras golpistas que objetivam desestabilizar o governo Lula.
Legenda subverte a verdadeA atividade teve grande repercussão nos veículos de imprensa, do Jornal do Almoço (RBSTV – afiliada da Rede Globo), passando pela Zero Hora (também do grupo RBS) que publicou a manchete “Caras pintadas preservam presidente”, seguido pelo jornal Correio do Povo, TV Educativa do RS e jornal Folha de S. Paulo. Mesmo que estivessem contrariados, publicaram a verdade sobre o caráter da manifestação.Para a surpresa dos organizadores da passeata de 4 de agosto em Porto Alegre, a revista Veja publica a foto de uma estudante do 2º ano da Escola Técnica Parobé, Hannah Beineke, acompanhada de legenda subvertendo o sentido da manifestação. "Na semana passada, neocaras-pintadas de verde-e-amarelo começaram a se manifestar contra o governo Lula", diz a legenda.
O que diz a moça da foto
Indignada com a atitude da Veja, Hannah confessou que a manifestação do dia 4 foi a primeira em que tomou parte. E que participou porque, ao assistir tantas denúncias de corrupção, que no seu entendimento partem de um histórico “corrupto confesso”, referindo-se ao deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), sentiu que precisava fazer a sua parte.Politizada, Hannah disse que cresceu sonhando com a eleição de Lula e agora percebe que há uma orquestrada tentativa de derrubar o governo a qualquer custo. Mas para ela a alternativa ao governo Lula é o atraso e a volta daqueles que fizeram a história do Brasil de sucessivos governos corruptos, sem qualquer compromisso com o povo brasileiro. “Por isso, defendo a punição aos corruptos e defendo o governo Lula. Não podemos ver as coisas acontecendo e nos acomodar achando que tudo sempre foi assim e sempre será. Cada um tem que fazer sua parte para mudar. O momento é de uma grande reforma política, mas com democracia”, concluiu Hannah.
Imprensa distorce caráter das manifestações
Além de cuidar da ampla mobilização para o ato, outra preocupação das lideranças estudantis neste momento é com a recorrente manipulação que certos setores da imprensa têm feito sobre o caráter das manifestações estudantis No afã de tentar criar um falso paralelo entre a atual crise política e o que aconteceu em 1992, época das campanhas pelo impeachment de Collor, vários jornalistas têm rotulado as manifestações contra a corrupção de manifestações "contra Lula".
Por Sônia Corrêa
“A história em verde-e-amarelo” publicada na edição da revista Veja que está nas bancas (nº 1917, páginas 58 e 59), mais uma vez demonstra a leviandade e desonestidade com que esse veículo faz jornalismo, hospedando os interesses do velho tucanato, expulso pelo povo brasileiro do Palácio do Planalto em 2002.Porto Alegre assistiu na última quinta-feira (4) uma verdadeira aula de cidadania promovida por centenas de estudantes secundaristas, convocada pela UNE, Ubes e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Sob o slogan “Com Lula, na Luta Contra a Corrupção”, os jovens pintaram o rosto de verde-e-amarelo e numa passeata muito alegre e colorida, sob o som da Escola de Samba Imperatriz Dona Leopoldina, circularam pelas ruas da cidade exigindo punição para todos os corruptos, mudanças na política econômica, a aprovação da reforma universitária e também denunciando as manobras golpistas que objetivam desestabilizar o governo Lula.
Legenda subverte a verdadeA atividade teve grande repercussão nos veículos de imprensa, do Jornal do Almoço (RBSTV – afiliada da Rede Globo), passando pela Zero Hora (também do grupo RBS) que publicou a manchete “Caras pintadas preservam presidente”, seguido pelo jornal Correio do Povo, TV Educativa do RS e jornal Folha de S. Paulo. Mesmo que estivessem contrariados, publicaram a verdade sobre o caráter da manifestação.Para a surpresa dos organizadores da passeata de 4 de agosto em Porto Alegre, a revista Veja publica a foto de uma estudante do 2º ano da Escola Técnica Parobé, Hannah Beineke, acompanhada de legenda subvertendo o sentido da manifestação. "Na semana passada, neocaras-pintadas de verde-e-amarelo começaram a se manifestar contra o governo Lula", diz a legenda.
O que diz a moça da foto
Indignada com a atitude da Veja, Hannah confessou que a manifestação do dia 4 foi a primeira em que tomou parte. E que participou porque, ao assistir tantas denúncias de corrupção, que no seu entendimento partem de um histórico “corrupto confesso”, referindo-se ao deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), sentiu que precisava fazer a sua parte.Politizada, Hannah disse que cresceu sonhando com a eleição de Lula e agora percebe que há uma orquestrada tentativa de derrubar o governo a qualquer custo. Mas para ela a alternativa ao governo Lula é o atraso e a volta daqueles que fizeram a história do Brasil de sucessivos governos corruptos, sem qualquer compromisso com o povo brasileiro. “Por isso, defendo a punição aos corruptos e defendo o governo Lula. Não podemos ver as coisas acontecendo e nos acomodar achando que tudo sempre foi assim e sempre será. Cada um tem que fazer sua parte para mudar. O momento é de uma grande reforma política, mas com democracia”, concluiu Hannah.
quarta-feira, agosto 10, 2005
PSDB, PFL e PTB Foram o Berço de Valério
Todos os nomes da nova lista de Marcos Valério. Olha o PSDB aí gente!!!!!! E ainda dizem que não é golpe! Você ainda acha que eles estão interessados em acabar com a corrupção?
1. Junia Marise — 25.000,002.
Junia Marise — 175.000,003.
Fábio Valença — 91.459,284.
Maurílio Borges — 125.000,005.
Marcio Luiz Murta — 25.000,006.
Vilda Maria Bittencourt — 10.000,007.
Arnaldo Francisco Penna — 15.000,008.
Marcelo Jerônimo Gonçalves — 10.000,009.
Marlene Aranda Caldeira — 20.000,0010.
Odeb Alves Guimarães — 15.000,0011.
Carlos Whelt Pimenta Figueiredo — 12.000,0012.
Naylor Andrade Vilela — 12.000,0013.
Sebastião Navarro Vieira — 9.000,0014.
Mauricio Antonio Figueiredo — 15.000,0015.
Clemente Sarmento Petroni — 15.000,0016.
Martins Adelio Gomes — 20.000,0017.
Rosane Aparecida Moreira — 20.000,0018.
Gilberto Rodrigues de Oliveira — 25.000,0019.
Custódio de Mattos — 20.000,0020.
Maria Aparecida Vieira — 2.500,0021.
Maria da Conceição Almeida Alves — 2.500,0022.
João Manoel Rathsan — 15.000,0023.
José Roberto Del Calle — 4.000,0024.
Grupo Hum Propaganda e Marketing — 10.000,0025.
Geruza Pereira Cardoso — 12.000,0026.
Odair Ribeiro Vidal — 15.000,0027.
Ricardo Besotti Costa — 20.000,0028.
Geraldo Magela Costa — 40.000,0029.
Baldonedo Arthur Napoleão — 3.000,0030.
Honório José Franco — 20.000,0031.
Antonio de Pádua Luma Sampaio — 8.000,0032.
Elmo Braz Soares — 6.000,0033.
Sônia Maria Salles Campos — 15.000,0034.
Wilfrido Albuquerque Oliveira — 20.000,0035.
Amilcar Viana Martins Filho — 6.000,0036.
João Batista de Oliveira — 7.000,0037.
Maria Eustáquia de Castro — 11.000,0038.
Kemil Sid Kumaia — 9.000,0039.
José Augusto Rieiro — 9.000,0040.
Humberto Candeias Cavalcanti — 3.000,0041.
Nelson Antonio Prata — 5.000,0042.
Aldimar Dima Rodrigues — 10.000,0043.
Silvana Vieira Felipe — 8.000,0044.
Eder Antonio Madeira — 12.000,0045.
Olavo Bilac Pinto Neto — 20.000,0046.
Tarcísio Henriques — 10.000,0047.
Heloisa Helena Barras Escomini — 5.000,0048.
Wanderley Geraldo de Ávila — 21.000,0049.
Olinto Dias Godinho — 20.000,0050.
Claudio de Faria Maciel — 7.000,0051.
Ermínio Batista Filho — 25.000,0052.
Alencar Magalhães da Silveira Junior — 10.000,0053.
Maria Olivia de Castro Oliveira — 15.000,0054.
Maria Angela Arcanjo — 20.000,0055.
Francisco Ramalho — 15.000,0056.
Ajalmar José Silva — 15.000,0057.
Antonio Milton Sales — 2.000,0058.
Paulo Abi Ackel — 50.000,0058.
Cantídio Cota Figueiredo — 40.000,0060.
Afonso Celso Dias — 50.000,0061.
Luiz Flavio Vilela Mesquita — 50.000,0062.
Claudio Pereira — 25.000,0063.
Gilberto Wagner Martins Pereira — 25.000,0064.
Romeo Anisio Jorge — 100.000,0065.
Vagner Nascimento Junior — 30.000,0066.
Jaldo Retes Dolabela — 53.025,0067.
Cantídio Cota Figueiredo — 15.000,0068.
José Pinto Resende Filho — 7.500,0069.
Francisco Rafael — 15.000,0070.
Renato Fraga — 12.500,0071.
Nei Martins Junqueira — 50.000,0072.
Roberto Arabe Abdanur — 50.000,0073.
Alfeu Queiroga de Aguiar — 25.000,0074.
Alfeu Queiroga de Aguiar — 25.000,0075.
Edson Brauner da Silva — 20.000,0076.
Ivone de Oliveira Loureiro — 20.000,0077.
José Pinto Resende Filho — 15.000,0078.
Rui Resende — 10.000,0079.
Luciano Claret Gançalves — 30.000,00
Total: — R$1.805.484,28.
Fonde: CPMI daCompra de Votos
Veja a lista com 79 nomes apresentada pelo publicitário Marcos Valério de Souza nesta terça-feira (9), ao depor na CPI da Compra de Votos. O documento enumera uma relação de DOCs – Documentos de crédito bancário - destinados a políticos engajados na campanha eleitoral do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.
Lógicamente que a mídia bandida irá dizer que esse não são corrutpos, somente os do PT.1. Junia Marise — 25.000,002.
Junia Marise — 175.000,003.
Fábio Valença — 91.459,284.
Maurílio Borges — 125.000,005.
Marcio Luiz Murta — 25.000,006.
Vilda Maria Bittencourt — 10.000,007.
Arnaldo Francisco Penna — 15.000,008.
Marcelo Jerônimo Gonçalves — 10.000,009.
Marlene Aranda Caldeira — 20.000,0010.
Odeb Alves Guimarães — 15.000,0011.
Carlos Whelt Pimenta Figueiredo — 12.000,0012.
Naylor Andrade Vilela — 12.000,0013.
Sebastião Navarro Vieira — 9.000,0014.
Mauricio Antonio Figueiredo — 15.000,0015.
Clemente Sarmento Petroni — 15.000,0016.
Martins Adelio Gomes — 20.000,0017.
Rosane Aparecida Moreira — 20.000,0018.
Gilberto Rodrigues de Oliveira — 25.000,0019.
Custódio de Mattos — 20.000,0020.
Maria Aparecida Vieira — 2.500,0021.
Maria da Conceição Almeida Alves — 2.500,0022.
João Manoel Rathsan — 15.000,0023.
José Roberto Del Calle — 4.000,0024.
Grupo Hum Propaganda e Marketing — 10.000,0025.
Geruza Pereira Cardoso — 12.000,0026.
Odair Ribeiro Vidal — 15.000,0027.
Ricardo Besotti Costa — 20.000,0028.
Geraldo Magela Costa — 40.000,0029.
Baldonedo Arthur Napoleão — 3.000,0030.
Honório José Franco — 20.000,0031.
Antonio de Pádua Luma Sampaio — 8.000,0032.
Elmo Braz Soares — 6.000,0033.
Sônia Maria Salles Campos — 15.000,0034.
Wilfrido Albuquerque Oliveira — 20.000,0035.
Amilcar Viana Martins Filho — 6.000,0036.
João Batista de Oliveira — 7.000,0037.
Maria Eustáquia de Castro — 11.000,0038.
Kemil Sid Kumaia — 9.000,0039.
José Augusto Rieiro — 9.000,0040.
Humberto Candeias Cavalcanti — 3.000,0041.
Nelson Antonio Prata — 5.000,0042.
Aldimar Dima Rodrigues — 10.000,0043.
Silvana Vieira Felipe — 8.000,0044.
Eder Antonio Madeira — 12.000,0045.
Olavo Bilac Pinto Neto — 20.000,0046.
Tarcísio Henriques — 10.000,0047.
Heloisa Helena Barras Escomini — 5.000,0048.
Wanderley Geraldo de Ávila — 21.000,0049.
Olinto Dias Godinho — 20.000,0050.
Claudio de Faria Maciel — 7.000,0051.
Ermínio Batista Filho — 25.000,0052.
Alencar Magalhães da Silveira Junior — 10.000,0053.
Maria Olivia de Castro Oliveira — 15.000,0054.
Maria Angela Arcanjo — 20.000,0055.
Francisco Ramalho — 15.000,0056.
Ajalmar José Silva — 15.000,0057.
Antonio Milton Sales — 2.000,0058.
Paulo Abi Ackel — 50.000,0058.
Cantídio Cota Figueiredo — 40.000,0060.
Afonso Celso Dias — 50.000,0061.
Luiz Flavio Vilela Mesquita — 50.000,0062.
Claudio Pereira — 25.000,0063.
Gilberto Wagner Martins Pereira — 25.000,0064.
Romeo Anisio Jorge — 100.000,0065.
Vagner Nascimento Junior — 30.000,0066.
Jaldo Retes Dolabela — 53.025,0067.
Cantídio Cota Figueiredo — 15.000,0068.
José Pinto Resende Filho — 7.500,0069.
Francisco Rafael — 15.000,0070.
Renato Fraga — 12.500,0071.
Nei Martins Junqueira — 50.000,0072.
Roberto Arabe Abdanur — 50.000,0073.
Alfeu Queiroga de Aguiar — 25.000,0074.
Alfeu Queiroga de Aguiar — 25.000,0075.
Edson Brauner da Silva — 20.000,0076.
Ivone de Oliveira Loureiro — 20.000,0077.
José Pinto Resende Filho — 15.000,0078.
Rui Resende — 10.000,0079.
Luciano Claret Gançalves — 30.000,00
Total: — R$1.805.484,28.
Fonde: CPMI daCompra de Votos
sábado, agosto 06, 2005
Ah, se a esquerda fosse unida!!!!
As forças conservadoras sempre se opuseram raivosamente contra governos que eles não tinham total controle. Foi assim com Getúlio Vargas, João Goular, Jucelino, Itamar e agora com o LULA. Históricamente a bandeira são duas: a Primeira a do moralismo (eles são os responsáveis por uma estrutura corrupta do Estado) da corrupção e a segunda, a bandeira de que o governo promove a luta de classes.
De fato a tentativa foi e é a de isolar o governo, enfraquecê-lo, acuá-lo, impedidno-o de promover mudanças. Foi assim com governos anteriores e está sendo assim com o Lula. As denúncias de corrupção estão aí, e mostram que o esquema começa com o PSDB no governo do presidente nacional do partido, o Eduardo Azeredo, e passa por PFL, enfim, os partidos que posam de paladinos da moralidade.
O governo Lula sempre foi dividio entre atender a uma agenda conservadora, motivada pelas forças que ainda compõe o poder como um todo e pela reivindicações populares. Agora a elite abandona de vez o governo, tentando inviabilizar novas investidas populares e ter um governo "puro sangue" - do PSDB. Sendo, assim, esse é o principal momento da esquerda. É o grande momento, uma chance de virar o jogo e ter um governo totalmente progressista. Essa crise deveria ser o estopim para a união das esquerdas para forçar o Lula (o que ele já começa a fazer) a se aproximar dos movimentos populares e de vez assumir uma agenda popular.
Contudo, a esquerda (digo, parte dela), continua burra, presa a valores capitalistas. Com isso, não conseguem reconhecer o momento, não enxergam as possibilidades. Infantilmente atacam o governo com os mesmos argumentos da direita, fazem o jogo deles, apesar de não reconhecerem.
Ah! Se a esquerda se unisse faríamos desse, um grande momento para nós, o povo!
De fato a tentativa foi e é a de isolar o governo, enfraquecê-lo, acuá-lo, impedidno-o de promover mudanças. Foi assim com governos anteriores e está sendo assim com o Lula. As denúncias de corrupção estão aí, e mostram que o esquema começa com o PSDB no governo do presidente nacional do partido, o Eduardo Azeredo, e passa por PFL, enfim, os partidos que posam de paladinos da moralidade.
O governo Lula sempre foi dividio entre atender a uma agenda conservadora, motivada pelas forças que ainda compõe o poder como um todo e pela reivindicações populares. Agora a elite abandona de vez o governo, tentando inviabilizar novas investidas populares e ter um governo "puro sangue" - do PSDB. Sendo, assim, esse é o principal momento da esquerda. É o grande momento, uma chance de virar o jogo e ter um governo totalmente progressista. Essa crise deveria ser o estopim para a união das esquerdas para forçar o Lula (o que ele já começa a fazer) a se aproximar dos movimentos populares e de vez assumir uma agenda popular.
Contudo, a esquerda (digo, parte dela), continua burra, presa a valores capitalistas. Com isso, não conseguem reconhecer o momento, não enxergam as possibilidades. Infantilmente atacam o governo com os mesmos argumentos da direita, fazem o jogo deles, apesar de não reconhecerem.
Ah! Se a esquerda se unisse faríamos desse, um grande momento para nós, o povo!




